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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ó Leonilde, its love!



Apesar de quem o é saber muito bem o que quer dizer, não é fácil definir a felicidade por palavras.
Para mim passa no entanto obrigatoriamente pelo facto de me sentir amada.
Há quem afirme que não precisa dos outros para nada, eu dependo completamente deles para me conseguir sentir feliz.

Isto não se aplica a ninguém em concreto, preciso simplesmente, como do ar que respiro, de amor na minha vida.
Este divide-se em muitos tipos, de características diferentes e em vários graus.
Os amantes, os amigos, os pais, os filhos, a família, os colegas, o cão, o gato… cada um á sua maneira fornece algo vital para a minha sobrevivência emocional.

Um deles costumava afirmar que eu tinha medo de “ficar sozinha”…
Medo poderemos eventualmente ter do que não se pode controlar, não do que está nas nossas mãos. Acredito, do fundo do coração, que quem realmente se entrega ao amor dificilmente ficará sem ele.

Neste ponto do campeonato a minha própria conversa já me está a soar tão enjoativa,  que estou prestes a aconselhar-me a mim própria a abraçar alguma seita e parar de nausear os desgraçados dos leitores.
A merda é que não conheço outra forma de apresentar a questão senão chamar os bois pelos nomes e o tema da porcaria do post é justamente o amor.
Assim, se precisarem tomem um Vomidrine e aguentem-se, como sugeria o arquitecto, ou opcionalmente desistam e voltem para o Facebook. ;)

Notem que não estou de forma alguma a dizer que gosto de toda a gente e menos ainda que toda a gente goste de mim. A sério, há malta que não me papa (salve seja) nem à lei da bala… e outros (ou ás vezes os mesmos) que pagava para não lhes voltar a pôr a vista em cima.
A vida é mesmo assim, nem os animais gostam todos uns dos outros quanto mais o bicho homem, com a sua infinidade de idiossincrasias.

É no entanto o amor que conseguimos inspirar que valida, na minha opinião, aquilo que somos.
Ser amável é no fundo ser digno de ser amado.
Não acredito que alguém goste de ser odiado ou, pior ainda, de ser indiferente o que implica uma ausência de sentimento a seu respeito.
Pessoalmente gosto de existir, gosto de viver, gosto de provocar reacção, de preferência positiva, e faço por isso.

Há pessoas que até têm bom coração mas por alguma razão não o conseguem pôr a nu. Não conseguem transformar-se em seres merecedores dos corações alheios.
Ohhhh, terão geralmente quem goste deles, os chamados amores incondicionais, da mãe, do filho, de um que outro individuo com quem eventualmente consigam entrar em comunhão.
Mas se não fizerem por isso nunca conhecerão o prazer, a satisfação, de se sentirem amados, no geral, por aquilo que são.

Não há  maior prazer do que sentirmo-nos amados.
Não só nas relações românticas ou de família como em todas as outras.
Sentirmos que somos realmente apreciados pela empregada ou pelo cliente, com quem não mantemos uma relação íntima ou profunda, mas que nos dão a sensação de gostar de nós.
Sentir o carinho de alguns quase estranhos, como é o caso de tantos membros do site do Liceu Francês, cujas vidas de certa forma abracei.
Apreciarmos o calor daqueles com quem, ao longo do tempo, vamos desenvolvendo e aprofundando relações.

Tudo isto, meus amigos, não tem outro nome (tomem lá outro Vomidrine), é AMOR… e não há nada que proporcione maior quentinho cá dentro.

Está nas nossas mãos tanto dá-lo como recebê-lo.
What goes around, comes around. ;)


COM MÚSICA
The Beatles - All You Need is Love

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Querer e poder…



A generalidade das pessoas tem uma noção bastante clara do que pode ou não, legalmente, fazer. A maioria delas tenderá a cumprir a lei.
Muitas das coisas consideradas ilegais estão ao alcance de qualquer um, só não as fazemos porque, apesar de na prática podermos, sabemos que não devemos fazê-las…

No que diz respeito às questões morais, o caso muda completamente de figura, muitas pessoas se dando ao luxo de ter atitudes de bradar aos céus.
Passo a exemplificar.

No painel de controlo da rede do LF, há um assustador botãozinho que diz “delete network”. Só eu tenho acesso ao mesmo, fui eu que criei o site, sou eu que o giro.
Posso então, se me der na real gana, clicar-lhe em cima, certo?!
Posso, a Ning  diz que sim…
Ou será que não é bem assim?
Criei aquele site na brincadeira, sem a mínima noção daquilo em que se viria a transformar. Fui ultrapassada pelos acontecimentos, a coisa tendo tomado proporções completamente desmesuradas.
Poderia ter (descansem amiguinhos, que não tenho…lol) mil e duas razões, perfeitamente válidas, para querer vê-lo pelas costas, livrar-me dele.
No entanto, apaga-lo é a última coisa que me sinto no direito de fazer.
Apesar de o ter “gerado” ele não é meu, ganhou vida própria, é de todos e de cada um dos seus membros. Cada um lá depositou, pouco ou muito de si, ninguém podendo deitar isso para o lixo, como se não tivesse qualquer importância.

Todos somos regularmente confrontados com casos de maus tratos ou abandono animal. Chegam ao nosso conhecimento actos atrozes, de revolver o estômago, que nos fazem duvidar da humanidade de certos indivíduos e perguntar quem será efectivamente o animal.
Podem fazer essas coisas?
Podem.
Têm pés para dar chutos, punhos para esmurrar, facas para cortar, fogo para queimar, carros para os ir largar bem longe de casa, para garantir que não voltem. Tanto quanto sei, nada disto é punível por lei.
Os bichos não têm defesa contra as monstruosidades das bestas humanas, a sua única safa é não cruzar o seu caminho. Nem todos têm essa sorte.

Recentemente, vi no Facebook, um apelo relativamente a uma pessoa desaparecida. O texto tocou-me e a fotografia também, fiz portanto share do post.
Recebi posteriormente um aviso para não continuar a partilhar, pois tinha sido encontrada… morta.
Era muito bonita, jovem e… tinha dois filhos pequeninos. Suicidou-se.
Não irei certamente atirar a primeira pedra, não só porque não tenho conhecimento do que se passava na vida e na cabeça daquela pessoa como porque, como os meus leitores mais assíduos sabem, não tenho autoridade moral para o fazer.
Mas, podia?
Dois filhos, dificilmente se tem dois filhos por acidente, foram provavelmente desejados, amados, queridos e tragicamente atirados para a orfandade. Dois filhos por criar e desiste-se, decide-se que não valem o esforço de lutar por eles, seja lá contra o que for? É preciso não ter qualquer noção da gigantesca cicatriz que se lhes deixa em herança, da devastadora sensação de abandono que os irá perseguir por toda a vida.

Julgo que estes três exemplos sejam suficientes to make my point
Em qualquer uma destas situações, como em tantas outras, as pessoas têm a faca e o queijo na mão, podem efectivamente fazer estas coisas.
Podem, se se dispensarem de auto-crítica, autocensura, auto-controle, auto-estima, às vezes. Podem se não tiverem os outros, humanos ou animais, em consideração, se não se puserem no seu lugar, se não tiverem princípios morais sólidos.
Infelizmente, muitos só se inibem se também for ilegal…


COM MÚSICA

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O circo

COM MÚSICA


Á alturas na vida em que me sinto uma verdadeira palhacita… esta é uma delas.

A gestão do “monstro”, apesar do trabalho que dá e do tempo que me ocupa, não me tem trazido grandes dissabores. No que diz respeito aos eventos, a coisa já pia de outra maneira.

Costuma dizer-se que “quem corre por gosto, não cansa”… mas… como todos sabemos, não é bem assim, ás vezes cansa um bocadinho… lol
Todos os eventos que tenho organizado me têm trazido verdadeiras dores de cabeça.

O primeiro jantar, ao qual compareceram  quase quinhentas pessoas, foi um verdadeiro desafio ao meu auto-controle.
Ainda muito verde nestas andanças, divulguei indicações extremamente detalhadas relativamente ás inscrições e respectivo pagamento, que quase ninguém seguiu, dando comigo em doida para conseguir identificar as pessoas.
Desde que o marquei até ao fim do prazo, desfiz-me em apelos e pedidos de colaboração, acabando inclusivamente, em desespero, por perder uma vez as estribeiras.
Achei que era giro fazer uma gracinha, um miminho, seguindo então a confirmação de reserva sob a forma do nosso cartão do Liceu…
Para além de conferir os extractos do banco, tentar associar os pagamentos aos respectivos membros e descobri-lhes as moradas de email para poder enviar a confirmação de reserva… ainda fiz mais de quatrocentos  copy/paste/montagens em Photoshopl!!!

Para o segundo jantar tive a fantástica ideia de tentar “fazer diferente”… 
(Acho que em parte lhe devo a minha úlcera.)
Esta envolvia valores fixos, como o aluguer do espaço, por exemplo, a dividir pelo número de participantes. Pois, brilhante… tive de me esmifrar até ao último dia, numa ansiedade brutal,  para acabar por conseguir reunir cerca de 60% das pessoas que tinham afirmado que iam… Não sei se estão a ver o que isso faz a um orçamento.
Depois queixaram-se de que o jantar tinha sido uma vergonha, o que por sinal não deixa de ser verdade, mas ninguém teve sequer em conta as cerca de duzentas pessoas (e respectivos pagamentos!!!) que houve a menos.

Para tentar atenuar o amargo de boca deste jantar tentei organizar uma Boum (festa)   que também ela me deu água pela barba. 
Depois das dificuldades e desaires iniciais para tentar mais uma vez organizar um evento original (hellooooo?!), decidi-me por uma solução chave na mão, num bar que reservei para nós, mais uma vez com base no número de pessoas que tinham afirmado estar presentes. Dias antes do evento, descobri que tinham anunciado no Facebook  uma festa “deles” para o mesmo dia e “parti a loiça toda”. Ele foram mails, ele foram telefonemas, ele foram gritos de indignação…
Se compareceram trinta pessoas já foi muito, o bar estava ás moscas, o ambiente uma verdadeira trampa e passei a noite a tentar enfiar a cabeça dentro do meu próprio decote para não ter de olhar para a cara do dono.

E cá estamos nós agora, no dia do fim do prazo do terceiro jantar…
(riam-se à vontade... eu também me rio, vá... Ha Ha Ha...)
Temos 131 pessoas inscritas, 76 que até hoje ainda não se decidiram… mas, vá lá… 70  já pagaram!!! Yééééééééé!!!
Avisei-os um bocado em cima da hora, é certo… só anunciei o jantar no dia 9 de Fevereiro… é complicado tomar decisões e ainda fazer transferências on such a short notice

Plagiando um amigo meu… “e merda?!”

Apesar das minhas afirmações de “nunca mais”, achei que não lhes podia “faltar”.
Desde Janeiro que ando a tratar disto… fiz pesquisas, fiz contactos, pedi orçamentos, visitei locais… mas “eles” não se conseguem decidir até à véspera…
Tendo de atirar com números, apostei em aproximadamente trezentas pessoas, já contando com as baldas devido ao flop anterior. Vou agora ter de anunciar ao restaurante que provavelmente nem aos cem chegaremos …

- “Parabéns por não seres «desistente». Tens desde já o meu apoio, incondicional. Obrigada por não desistires de nós!”
- “Que bom não desistires Cris :)”
- “Olé olé olé olá a cristina é do melhor que há! Um beijão minha Linda e obrigada por existires! má nada! ;-)”
- “Cristina, és a minha heroína…”
- “Grande Cristina! Venha mais um jantar!”
- “Cristina, parabéns por seres como és.”
- “Olá Cristina a Valente, Corajosa e Linda!”


É por estes “alguns” que tenho estas iniciativas idiotas…
O meu coração mole (esta merda não é suposta ser um músculo?!) não os quer decepcionar…

Mea culpa! Ninguém me pediu nada,  tudo o que fiz foi por iniciativa própria… 
Mas sabem que mais?! Não vale a pena o esforço, não vale a pena o trabalho, não vale a pena o tempo, não vale a pena o desgaste.

“À primeira todos caem, à segunda cai quem quer…” a quantidade de vezes que já caí e continuo a insistir?! Só tenho o que mereço… lol


quinta-feira, 13 de maio de 2010

O mostrengo

COM MÚSICA

O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar


A minha recente experiência de navegação, ao leme de uma casquita de noz com cerca de três mil e setecentas pessoas, leva-me á interrogação de como que raio será possível governar um país… deve ser um verdadeiro pesadelo. lol

Há quem lhe chame “o teu site”… confesso que se me eriçam os pelos dos braços, mais depressa seria eu dele do que o contrário.
Tenho-me sem dúvida dedicado a ele de corpo e alma mas sem qualquer sentimento de posse.
Acredito que seja a chave do seu sucesso, é de todos e não é de ninguém.

Nesta óptica tenho tentado ser democrática na sua gestão.
Sempre que surgem questões polémicas, relativas a decisões a tomar, abro votações e fóruns de discussão…
Temos uma abstenção que ronda os 95%. lol
A maior parte dos membros não o frequenta regularmente e suspeito que nem sequer tenha activada a funcionalidade de receber as mensagens que envio para todos.
Alguns simplesmente não querem saber.
Os outros dão-me água pela barba… ;)

A amostragem que temos é já suficiente para que haja um pouco de tudo.
Por entre os que se interessam em partilhar o seu ponto de vista, temos gente com posições tão díspares como o dia e a noite. A realidade é que há mesmo muitas opiniões possíveis relativamente a um mesmo assunto e nem todos sabem discuti-las pacificamente.

A primeira coisa que observo é que frequentemente lêem o que escrevo na diagonal…
Tento sintetizar o mais possível, apresentar as coisas com clareza, passo horas a escrever e reler cada comunicação, mas há sempre quem leia alhos nos bugalhos que transmito.

Como referi, costumo abrir fóruns de discussão sobre os temas… pois no entanto há sempre imensa gente que prefere comunicar-me a sua opinião em privado, facto que ainda não consegui compreender tratando-se de assuntos “públicos” e relativamente aos quais quanto mais se partilhar melhor para se tentar chegar a consenso.

A maior parte dos que se manifestam têm geralmente opiniões formadas sobre os assuntos.
Dou-me no entanto conta de que alguns não fazem a mínima ideia do que estão a falar, demonstrando uma total ignorância sobre o funcionamento e funcionalidades do site e sugerindo consequentemente soluções de bradar aos céus.

Tipicamente há sempre uma mão cheia de pessoas que toma as coisas a peito interagindo frequente e activamente nas discussões. Tipicamente são essas mesmas pessoas que acabam por me “acusar” de excesso de democracia. lol

A realidade é que, não sendo possível submeter a votação todos os detalhes de uma questão, há sempre coisas que terei de decidir por mim. Não é fácil. Tento ser ponderada, sensata, usar de inteligência… mas não deixo de ser humana estando portanto sujeita a erro. E uma vez as decisões tomadas, há sempre quem ache que cometi algum, não se pode agradar a Gregos e a Troianos.

Finalmente, como se tem verificado em várias ocasiões, apesar de se comprometerem, muitos não irão cumprir. Tal como a tia do Solnado, os nossos membros gostam muito de dizer coisas… mas entre o dizer e o fazer vai uma grande distância. As sondagens, votações e inscrições valem o que valem, ou seja, não valem grande coisa. lol

Tudo isto se resume numa valiosíssima lição de vida e num treino sem igual.
Graças a este meu “cargo” tenho aperfeiçoado competências na área da gestão e organização mas também da diplomacia, da tolerância, do controle de emoções.
Mas tenho-me sobretudo dado conta de que, desde que as coisas sejam feitas com o coração, com firmeza mas sem prepotência, com empenho, honestidade, frontalidade e transparência, apesar das diferenças, tudo acaba por se resolver.

Como alguém tão bem disse:
“… este site é literalmente uma CASA. Podemos ter idades diferentes, recordações diferentes, amigos diferentes, há quem cá venha mais, quem venha menos, mas para grande espanto do resto do mundo, somos membros da mesma "família". /…/ Não venho cá muito, mas gosto de saber que este canto existe e não há outras paredes onde estes retratos todos fiquem tão bem...”

;)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Inércia, a filha do Demo…

COM MÚSICA

Ficou decidido que faríamos um “Grande Jantar” do nosso sitezinho por ano…
Quando, meses antes do último, lancei uma sondagem para saber quantos seríamos ao certo, por forma a orçamenta-lo, cerca de 500 pessoas demonstraram intenções de participar. No último dia dos pagamentos estavam esses inscritos, como previsto, mas menos de 300 jantares estavam efectivamente pagos. Para minimizar estragos aceitei pagamentos até à véspera, mesmo assim não chegámos aos 400.
O dito cujo acabou por ser um fiasco da pior espécie, daqueles que ninguém esquecerá tão cedo…
Se me perguntarem a mim, que não percebo nada destas coisas, acho que preferia perder dinheiro a perder “nome”. A realidade é que mais de vinte por cento das pessoas que tinham confirmado presença se baldaram, o que significa um rombo do mesmo valor no orçamento.
A organização deste jantar não foi fácil…
Houve problemas com o local e, enquanto supostamente gozava tranquilamente as minhas idílicas férias nas Maldivas , trocava stressantes mails para tentar resolver o assunto.
Durante semanas pus parte da minha vida em pausa, por forma a conseguir dar vazão a pagamentos e confirmações.
No fim ainda tive direito a um que outro “simpático” mail, a “agradecer” a excelente organização…

Deste verdadeiro desastre, a única coisa que se aproveitou foi a festa que se lhe seguiu. Decidi então repetir, o que gerou grande entusiasmo.
Mais uma vez a organização começou com um amargo de boca , no entanto tudo acabou por se compor e estava a correr bem.
Na antevéspera, no entanto, recebo o forward de um mail a convidar para uma festa, no mesmo sítio (teoricamente reservado para nós), no mesmo dia, há mesma hora.
Passo o dia seguinte em troca de mails e telefonemas com os vários responsáveis, parto a loiça toda, mas lá acabo por recuperar a promessa de exclusividade da noite. Exclusividade essa que estava dependente de um número mínimo de participantes, este já assegurado pelas inscrições no evento.
Se apareceram cinquenta pessoas já foi muito… aquilo estava ás moscas e já nem sabia como encarar o dono do Bar, depois do pé de vento que tinha levantado.

Estão mais de 3.500 pessoas inscritas no site… porque não aproveitar essa ferramenta fantástica para estender a mão ao próximo, para fazer alguma diferença neste mundo tão indiferente? Por várias vezes já conseguimos provar que a união faz a força…
Mas também fomos criticados por isso, por alguns que se incomodam com os nossos apelos.
A realidade é que, não sendo o objectivo principal daquele site, não me sinto no direito de os importunar com temas a que potencialmente não sejam sensíveis. Decido então criar um grupo para o efeito, para poder comunicar com os que estão para aí virados sem para isso incomodar os outros.
Divulgo a ideia através de todos os meios ao meu alcance e hoje em dia estão 208 pessoas inscritas, pouco mais de 5% dos membros…
Será que todos os “ausentes” se estão nas tintas para o próximo?
Eu SEI que não, conheço alguns pessoalmente e sei que não… simplesmente, por alguma razão, não julgaram pertinente inscreverem-se.

Lancei duas grandes iniciativas este Natal; a ajuda à nossa ex-colega cuja casa ardeu e um leilão de arte para ajudar os artistas do nosso Sitezinho, qualquer uma das duas amplamente divulgada.
Como disse estão cerca de duzentas pessoas inscritas no tal grupo, os “Anjos da Guarda”…
A causa do incêndio recebeu pouco mais de duas dezenas de contribuições em dinheiro e não devem ter chegado a uma dúzia as pessoas que ajudaram com bens.
Quanto ao Leilão… nem quero pensar no desastre que está a ser. A meio caminho do fim, a obra mais licitada recebeu quatro licitações inteirinhas…
Qualquer destas duas iniciativas requereu algum esforço da minha parte, dispêndio de tempo, empenho. Isto já sem falar da expectativa dos respectivos beneficiários…

O site proporcionou-me excelentes exemplos, mas poderia arranjar muitos mais, inclusivamente de natureza mais pessoal.
Não o vou fazer porque na realidade acho que o fenómeno não tem nada a ver comigo, acontece a qualquer um.
Em qualquer dos casos citados, havia nitidamente potencial para o que se pretendia fazer, foi demonstrado interesse, entusiasmo até … pela reacção inicial das pessoas ás várias propostas, pareciam ser boas ideias.
Julgo não estar iludida a esse respeito e, se alguma vez for o caso, agradeço que em vez de alinhar comigo me abram os olhos.

É que levar certas tarefas avante, por muito que voluntariamente, por muito que se acredite nelas, custa, sai-nos do pelo.
É certo que o que mais interessa não é a quantidade mas a qualidade e essa tem sido top, como se costuma dizer, temos sido “poucos mas bons”…
Não deixa de ser uma grande frustração tanto potencial desperdiçado e tanta energia gasta para desfechos tão pobrezinhos.

Sim, alguns terão excelentes razões, falta de tempo, de dinheiro, de disposição, problemas pessoais e afins… mas muitos, muitos mesmo são na realidade acometidos de INÉRCIA, essa malfadada filha do demo… e o resto são conversas.
Perante a quantidade de gente a sofrer do mesmo mal, no que diz respeito a iniciativas, ás vezes só me apetece baixar os braços e dizer como a senhora da canção… I quit, I give up…





segunda-feira, 2 de novembro de 2009

HELP!

COM MÚSICA


Esta vida não é nada fácil… também ninguém nos prometeu que seria… no entanto, se nos apoiássemos uns nos outros nos momentos de crise, as coisas tornar-se-iam garantidamente muito mais suportáveis.
Descubro no entanto, com uma certa tristeza confesso, que não só não há muita gente disposta a “servir de apoio”, como muita gente simplesmente não aceita “apoiar-se”.
Assim as coisas tornam-se mesmo muito complicadas, não é fácil enfrentar o mundo sozinho.

Começando pelos primeiros…
Grande parte das pessoas que conheço dará uma moedinha ao arrumador ou fará uma contribuição para um peditório de rua. São coisas imediatas, que não requerem qualquer esforço da sua parte. No primeiro caso será inclusivamente talvez ás vezes uma atitude egoísta por não quererem arriscar-se a voltar e descobrir um risco na biatura…
Mas quando se trata de realmente estender a mão ao próximo, existe uma inércia por vezes desesperante.

Tomemos mais uma vez como exemplo o site do Liceu Francês…
Os encontros e reencontros de pessoas que frequentaram uma mesma escola são o seu objectivo principal. Mas as Social Networks são ferramentas potentíssimas, podendo servir variadíssimos propósitos.
Achei que um deles poderia ser a solidariedade, porque não?
Já proporcionámos um natal aconchegadinho a uma senhora que vendia castanhas à porta, ajudámos uma ex-aluna a ganhar um telhado, divulgámos a causa da Marta, votámos num arquitecto com projecto a concurso em Nova Iorque…
Apesar de muitos estarem para aí virados, não o estaremos garantidamente todos e, não sendo o objectivo principal da rede, sempre me recusei a enviar este tipo de apelos como comunicação para todos os membros, ferramenta que tenho ao meu dispor.
Decidi então criar um grupo, “Os Anjos da Guarda”, por forma a poder contactar com o núcleo interessado sem incomodar os outros. Enviei um único mail a avisar da existência e propósito do mesmo.

Recebi uma série de respostas “simpáticas”, como uma que rezava assim: “Para uma acção isolada desculpará que me escuse mas se pensar em algo que combata o subdesenvolvimento endémico, conte comigo.”
Yá... quando descobrir a solução para a fome no mundo eu apito, tá?!
Destes nem vale a pena falar…
A realidade é que somos 3.569 membros e estão neste momento 206 inscritos… não chega a 6% !!!

Será que se está tudo a cagar para o próximo? Duvido…
Alguns não terão recebido o mail, outros não o terão lido, uns não devem ter percebido do que se tratava dado que lêem tudo na diagonal e outros estarão para se inscrever logo que “tenham tempo”… e mais desculpas haverá. Desculpas, justificações, razões… o que lhe queiram chamar.
Sei no entanto que entre eles há muito boa gente. Sei-o, quanto mais não seja porque alguns são meus amigos, conheço-os bem, sei do que são capazes… mas não estão inscritos.

Acredito que a tal inércia de que falei de início seja a razão… A não ser que o umbigo alheio lhes entre pela vista a dentro, como se de uma lap-dance se tratasse, simplesmente não se mexem.
Descuram, a meu ver, o potencial deste tipo de atitudes para nos fazer sentir bem. Ajudar altruisticamente não traz benefícios só aos outros, gera um quentinho cá dentro.

Outros sentem-se demasiado miseráveis e eles próprios carentes de ajuda, para poder ajudar terceiros. Consideram que uma ajuda ou é “de peso” ou não vale a pena, esquecendo-se talvez de que a intenção também conta muito, de que “quem dá o que tem, a mais não é obrigado”.
A ajuda não é obrigatoriamente financeira, podemos ajudar de variadíssimas maneiras… ouvindo, confortando, doando o nosso tempo, bens que possamos dispensar… há tantas formas de ajudar. Mas mesmo no que diz respeito a guito, carcanhol, ponhé, “grão a grão enche a galinha o papo” e se muitos contribuírem com pouco rende mais do que se poucos contribuírem com muito.
Imaginem que cada membro do nosso sitezinho contribuísse com um euro… impressionante não é?!




Passando agora aos segundos…
Muitos sentem vergonha, embaraço, pelo facto de aceitar ajuda, preferem ir orgulhosamente para o buraco, “de cabeça erguida”, do que agarrar uma mão amiga. Como se dela ter necessidade fosse sinal de fraqueza. Ou talvez por não conseguirem suportar a ideia de ter uma “dívida” de gratidão.

Mais uma vez, se for uma coisa obvia, uma aflição imediata, se calhar fazem-no… durante o naufrágio o Titanic fartou-se de mandar SOS… e quem não ouviu já na rua um grito de “agarra que é ladrão…”?
Mas se se tratar de uma situação prolongada, de uma questão social, vêm ao de cima uma série de questões castradoras. As pessoas simplesmente não gostam de assumir que sozinhas será muito difícil safarem-se.

Usando mais uma vez o exemplo do nosso sitezinho, propus este ano o “Projecto Pai Natal 2009”. A ideia era ajudar alguém do site que que estivesse numa situação complicada.
Durante semanas não apareceu nenhuma causa.
Finalmente uma rapariga (uma pessoa mais ou menos da minha idade ainda é rapariga, não é?...lol) “chegou-se à frente” e apresentou-me a sua situação.
Este verão a casa dela ardeu completamente. É viúva, tem quatro filhos e ficaram todos com a roupa que tinham no corpo. Ganha cerca de mil euros por mês e não há qualquer garantia de que o seguro vá pagar seja o que for.

Mas estava com vergonha de falar, não queria dar a cara, segundo as suas próprias palavras não queria ser “a pobre desgraçada”…
Mas será que o que lhe aconteceu não foi efectivamente uma desgraça? Será que não é digna de compaixão? Alguém se julgará imune a acidentes ? É alguma vergonha?
“Pecado” seria, na minha opinião, ter uma série de gente a estender a mão e não a agarrar, virar costas ao pouco de bom que lhe apareceu pela frente nos últimos tempos. Isso sim seria uma vergonha.

Quem faz pela vida não tem de ter complexos desses. Muita gente se vê aflita devido a circunstâncias que não são da sua responsabilidade. Aceitar ou mesmo pedir ajuda é um acto de sobrevivência, demonstra força e não fraqueza. Mostra que estamos dispostos a lutar pela nossa felicidade em vez de enfiarmos a cabeça na areia como a avestruz e ficarmos a remoer com pena de nós próprios. Possibilita-nos de futuro virmos a fazer o mesmo por outros, com dignidade e conhecimento de causa.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Full of Shit

COM MÚSICA

Hesitei muiiito em escrever este post, muito mesmo, dado que apesar de não identificar as pessoas em questão, vou divulgar coisas que até à data estavam no segredo dos deuses…
A realidade é que o assunto me fez tanta confusão, que mais uma vez não consigo ficar calada.
(o facto de já ter ouvido zumzums de que os deuses afinal não eram assim tão discretos, ajudou … lol)
Esperei no entanto umas semanas antes de o fazer… para deixar desvanecer o sabor a fel, para assentar ideias e poder fazê-lo com a maior objectividade possível.

Mais uma vez (há malta que não aprende…), abalancei-me a organizar um evento, uma festa desta vez… sei lá… é verão (pelo menos é o que diz o calendário), a malta pareceu-me com vontade de se divertir, de beber uns copos, de abanar o capacete …
Fiz sondagens, pedi opiniões, e… pedi ajuda, por forma a levar o barco a bom porto.

Se era capaz de o fazer sozinha?!
Julgo que sim, mas com um esforço, uma quantidade de trabalho e um gasto de tempo de que alguém com conhecimentos e experiência na matéria não precisaria.
Neste momento não me posso dar a esse luxo.
Tentei então só coordenar só as coisas e passar a bola a quem sabe.

Tive variadíssimas propostas de ajuda, bastantes mais do que estava à espera. Ao ponto de, a certa altura, dar comigo aflita quanto à selecção. Achei que o mais justo, visto que não tinha “referências” de ninguém, seria a “ordem de chegada”.
Calhou bem ainda por cima, pensei eu, porque a primeira da lista era uma rapariga com um ar extremamente caloroso e simpático (disse eu de mim para comigo, ao ver a sua foto do perfil…).

Contactei-a e ficámos de nos encontrar…
O nosso face a face teve no entanto de ser mais de uma vez adiado, devido a factores externos que não vêm ao caso.
Logo nessa fase a coisa complicou um pouco; impossível apanhar a menina no telefone, nunca mo atendeu. A nossa comunicação foi-se fazendo sempre com delay, por mail ou sms o que, quando se espera respostas rápidas, confesso ser um bocadinho encanitante.

Quando finalmente nos encontrámos, o sítio já estava apalavrado e a coisa vagamente alinhavada, embora ainda nenhum detalhe decidido.
Apareceram, não uma mas duas, meninas… o primeiro embate foi um choque, chegaram atrasadas e de nariz empinado, sem qualquer vestígio de simpatia.
Ouch… começou logo mal.



Que diferença relativamente à minha anterior “reunião”, quando me foi apresentado o sítio, em que a empatia foi imediata, a conversa simpática e descontraída, em que discutimos o assunto afavelmente e com entusiasmo recíproco.

Começaram logo por comentar que não era o local que tinham em mente, o que foi extremamente simpático para a pessoa que o estava a oferecer sem pedir nada em troca.
Na sua opinião tinha também de se divulgar mais amplamente o evento, no facebook por exemplo, senão não tínhamos grandes hipóteses de fazer uma coisa “em grande”.
Fez-se a sugestão de contactar uma daquelas roulottes de hambúrgueres ou hot dogs para estar à porta, para quando a fome apertasse. Levámos com um retumbante “nem pensar, cheiro a fritos, que horror … isto não é uma feira, mas se quiserem fazer uma feira, podemos contratar ciganas para ler a sina e pomos cá umas pessoas a vender colares…”

E a coisa foi continuando neste tom, em que a humildade não fez qualquer aparição.
O ambiente estava de se cortar à faca.
Tal como temi, o pavio do nosso anfitrião é curto (salve seja, cruzes credo…) e saltou-lhe a tampa. Foi o descalabro… Procurei um buraquinho para me enfiar, mas não encontrei.
Fiquei ali a assistir à luta de galos e a tentar por paninhos quentes, a pensar “onde é que eu me vim enfiar…”.

Quando os ânimos acalmaram um pouco, combinou-se uma segunda reunião, para uns dias depois, em que elas apresentariam uma proposta concreta a ser analisada.
Chegada a casa achei por bem enviar um mail a por uns pontos nos iis e a perguntar se de facto todos achavam possível trabalhar juntos, depois da desastrosa primeira reunião.
Recebi na volta um mail a pedir desculpa pela “resposta tardia” justificada por “não estar sempre ao computador”, em que não concordava nada comigo quanto ao espírito da festa (que teria de ser em grande sim, para eclipsar a má impressão do flop do jantar) mas a dizer que estava disposta a ir com a coisa para a frente.

Vi a luz… nesse momento vi a luz… que é como quem diz, raios me partam se me ia enfiar naquele ninho de vespas. Chatices e má onda chegam as que me caem em cima sem eu dar por isso, não ia garantidamente ao seu encontro pelo meu próprio pé.
Tentei telefonar, a menina mais uma vez não me atendeu o telefone, deixei mensagem.
De seguida enviei um mail a todos a explicar que não estava disposta a ir para a frente nestas condições, dado que nitidamente não estávamos a entender-nos, a pedir desculpas e a dizer que poderíamos depois falar pessoalmente.
Responderam-me vocês? Assim me responderam elas, “educadamente” até hoje, nem ai, nem ui.

Porque escrevi este post? Para desabafar? Para fofocar?
Não… simplesmente porque me faz muita confusão como é que duas pessoas, de quase trinta anos, parecem não ter ainda aprendido nada na vida…
Não tiveram uma única atitude simpática. A agressividade, a arrogância, a falta de humildade com que se nos apresentaram bradam aos céus. Não fizeram o menor esforço para entender "o outro lado" , só pareciam interessadas em mostrar como eram o máximo, o cúmulo da eficiência e do profissionalismo. Não foram capazes de compreender que não era nada disso que se esperava delas, que este não era um evento para encher o olho mas sim o coração, que o que se queria era uma festa de amigos e não da CARAS. Para além disso, nitidamente não entendem de todo a alma do nosso sitezinho, confundindo-o com mais um Facebook.

Credo, será que a idade é desculpa para tanta falta de noção?

PS: Aqui estou "em casa", por razões óbvias não divulguei no site a origem dos enguiços com a nossa festa, não é minha intenção hostilizar ninguém, gostaria que a coisa se mantivesse assim...


NOTA (26/8): Sinto que, mais uma vez, dei um tiro ao lado. Fico triste e pergunto-me até que ponto consigo de facto transmitir as minhas ideias. :( Esta história chateou-me na altura, claro que chateou, acho que chatearia qualquer um… incomodou-me enquanto não “se resolveu”, enquanto não pus uma pedra no assunto e passei à frente… Agradeço imenso as mensagens de apoio que tenho recebido, sobretudo no Facebook, no entanto este blog não é suposto ser um “diário” (acreditem que se mantivesse um diário não o faria online), e o que senti ou deixei de sentir é totalmente irrelevante para a história. Acredito que elas tinham de facto capacidade para realizar este evento, e possivelmente muito bem, e acho que se poderia ter ido para a frente com uma coisa interessante, que nem sequer chegou a ser realmente discutida porque simplesmente não souberam/quiseram ouvir. O objectivo deste post era “demonstrar” como, na minha opinião, uma postura “errada” pode deitar tudo a perder, como uma coisa que poderia ser gira, divertida e simpática de organizar ficou em águas de bacalhau por uma questão de atitude. Era isso, e simplesmente isso, que estava aqui em questão… :(

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Parem o carrossel que eu quero descer…

COM MÚSICA



Nunca vos apeteceu fazer “pausa” na vossa vida?
Há momentos em que o cansaço (físico, psicológico, emocional) é tanto que só nos apetece parar um bocadinho para retomar fôlego…

Dir-me-ão que é para isso que servem as férias… pois… acontece que nem sempre cumprem com a sua função. Foi o meu caso este ano… acabei de voltar das minhas e sinto-me bastante pior do que antes de partir.
Não me entendam mal, as férias correram bem, sem espinhas, foram “boas”, simpáticas … mas tããão cansativas!!!

Passei uma semana em Porto Covo, em casa de uns amigos que simpaticamente insistem em convidar-nos todos os anos, vá-se lá saber porquê... ;)
Costumava ser um período de relaxamento e descanso, intercalado com calmo cãobibio entre amigos.
Pois que não… este ano foi a loucuuuraaaa!!!



Céus, o que aconteceu?! Toda a gente foi para fora cá dentro?
Estivemos constantemente rodeados de dúzias de pessoas, resmas de crianças irrequietas, paletes de adolescentes com as hormonas aos saltos…
Na praia chegámos a ser mais de 50!!!
O pior é que à noite também… ele foram jantares, ele foram festas, ele foi uma lufa-lufa desgraçada, sempre a abarrotar de gente e de confusão.

Tenho um jipe que normalmente só serve para subir passeios… pois este ano, que precisava dele para não ter de andar léguas a pé para ir para a praia, resolveu entrar mais uma vez no estaleiro.
Não consegui estar sossegada três segundos, sempre que julgava que ia ter um momento para mim, aparecia alguém a querer dois dedos de conversa.
Levei dois livros… não li uma única linha.
Enfim, passons … não foram umas férias pacíficas, não senhor.

A meio da semana tive uma crise de ansiedade durante a noite. Não consegui dormir mais de dez minutos seguidos, com uma inexplicável angústia a remoer-me o estômago.
Confesso que me fez bastante confusão visto que objectivamente não havia qualquer razão para tal…
Ao desabafar sobre o assunto com uma sábia amiga loira, pergunta-me ela: “E isso não será cansaço? Estás com um ar cansado…”
Cansada? Cansada, eu?! Cansada porquê? Estou de férias…
lol
Mas fiquei a remoer…
E cheguei à conclusão de que estou muito cansada, sim.


Este ano que passou (a minha mente ainda funciona em anos lectivos, ao fim de tanto tempo para mim o ano continua a começar em Setembro…lol) foi extenuante para mim. Foi muito bom, muito gratificante, muito positivo, mas chupou-me até ao tutano, essa é que é essa.

Foi o primeiro ano de vida do meu segundo filho , em que tive de inserir no ramram do meu dia a dia a assistência ao mesmo… para ajudar, para gerir, para organizar, para dinamizar …
Conheci imensa gente, com quem mantenho contacto diário, tanto através da net como ao vivo e a cores. Sou constantemente requisitada, as pessoas estranham quando ando mais “calada”, pedem atenção, preocupam-se se tenho silêncios mais prolongados.
Acho que tive tantos eventos sociais este ano como em todo o resto da minha vida… lol
Acaba por ser um “trabalho” a tempo inteiro… não há folgas, não há fins de semana, não há feriados, não há férias.
Claro que sou eu que “permito” que assim seja, mas que ei de fazer?! Eu sou assim… (lololololol gostaram?! … ok, ok, pronto, admito, é uma das coisas a por na lista das mudanças a fazer… )

Para além disto não foi sem dúvida um ano fácil… tive algumas chatices, porcarias para resolver, um que outro stress, uma que outra maleita … merduncas normais na vida de uma pessoa, que não matam, mas no conjunto moem bastante.
Estava sem dúvida a precisar de um período descansado e calmo, sem nada que puxasse por mim.
Mas isso não é possível, voltei à vida real, tenho imensas coisas para fazer, para tratar, para resolver.
E agora?

E agora, como dizem os putos, faz xixi na mão e deita fora!
Ou, como costumo dizer: batatas!
Quem não passou já por situações como as que acabo de descrever?
Quem não teve já vontade de parar o mundo e sair?
O problema é entrar em parafuso, panicar , desanimar…

Tanga nizzi, como dizia o outro.
Há é que ter calma e estupidez natural…
O que não se puder fazer, vai-se fazendo.
O que não se resolver hoje, trata-se amanhã.
Organizamo-nos, programamo-nos, damos um passo a seguir ao outro e levamos um dia de cada vez.
Se as pessoas se chatearem com as ausências daqui e dali, paciência, não somos omnipresentes, não temos infelizmente o dom da ubiquidade.
Se não podemos fugir, fazemos pausas, arranjamos um pouco de quality-time de vez em quando, poupamo-nos, para não rebentar.

Carpe Diem ! ;)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Love Story

COM MÚSICA



Como já mencionei anteriormente neste blog (tendo sido crucificada…lol) não sou uma mulher de paixões…
Não sou mulher de paixões, mas sou mulher de amores e quando isso acontece entrego-me completamente. Não fico dependente… Não me anulo… Não deixo que esse amor me impeça de ser eu mesma, de continuar a ter vida própria… Mas entrego-me, se é bom, entrego-me…

Digo frequentemente, na brincadeira, que o monstrinho é o meu segundo filho… inútil será dizer que é uma forma de expressão… mas é sem dúvida possível fazer um paralelo.
Notem que me refiro evidentemente ao âmago do site e não aos seus membros.

Quando temos um filho, a nossa vida muda drasticamente… assim aconteceu quando o criei.
Não foi um filho programado, não foi um filho desejado, mas foi um filho assumido e fico contente que tenha aparecido na minha vida.
Como todos os filhos, precisa de muita atenção, logo de muito tempo. A nossa vida enriquece por um lado, perdemos alguma disponibilidade para outras coisas por outro, é natural.

Tal como os outros, os de carne e osso, começou muito pequenino e tem vindo a crescer rapidamente.
Um dia, provavelmente, ganhará vontade própria e quererá seguir o seu caminho… c’est la vie. ;)
Mas até que isso aconteça vou-o estruturando, educando, vou cuidando dele com todo o carinho e atenção de que qualquer filho precisa e merece.

Tenho a meu cargo o seu crescimento saudável…
Alimento-o para que se desenvolva forte e sólido, forneço-lhe conteúdos, motivos de interesse.
Arrumo a casa para que não haja confusão, para que lhe seja agradável mover-se pelo seu mundo, para que seja fácil encontrar as coisas essenciais.
Limpo-o para que não haja lixo a acumular-se pelos cantos, para que nada fique simplesmente a poluir, sem função, sem sentido.
Imponho regras para que compreenda os limites, para que não perca as estribeiras, para que o seu espírito não se torne caótico.
Tento incutir-lhe alguma solidariedade, alguma função altruísta, para além do seu próprio umbigo.
Entretenho-o para que não se aborreça, levo-o “a sair”, tento que se divirta e divirto-me com ele.

Também o ensino e apoio. E, tal como os outros pirralhos, ás vezes faz-me a cabeça em água. Volta não volta, esbarra numa dificuldade qualquer e é preciso uma paciência de Jó para o conseguir levar a bom porto. Aí, conta-se até dez, respira-se fundo e calmamente explica-se tudo, como se de uma criança de dois anos se tratasse. Enervar-mo-nos é que não vale a pena.

Á vezes porta-se mal, passa das marcas. Tenho de me zangar, abro os muito os olhos, falo mais alto e dou-lhe um valente sermão, só assim parece ouvir-me. Mas que tenha dado por isso ainda não ficou ressentido comigo e até, de certa forma, parece agradecer a firmeza.

Volta não volta gosta de me desafiar ou talvez simplesmente de implicar comigo, faz parte.
Refila por isto, reclama com aquilo, são os dias de embirração.
Se por alguma razão estou mais fragilizada, quando estou muito cansada por exemplo, leva uma resposta torta, menos simpática.
Se estou num bom dia, consigo não lhe passar cartão, usar o bom senso e o humor para o mandar dar uma volta. Se bem que nem sempre consiga, é a melhor solução, não faz sentido dar-lhe troco, seria atribuir demasiada importância à birrinha.

É capaz, de vez em quando, de dizer coisas cruéis, insensíveis, egoístas, pois tipicamente ás vezes não tem noção do esforço que lhe é dedicado. É normal que assim seja pois muitas coisas não são visíveis, só nós sabemos o que damos de nós próprios.

Da mesma forma ás vezes acha que tudo lhe é devido, que não faço mais do que a minha obrigação. Não tem de todo a noção do que lhe é oferecido de mão beijada.

E, claro está, muitas vezes abusa... sabe que sou uma babaca, um coraçãozinho de manteiga e que me derreto com ele. Faz-me olhinhos de charme e eu derreto-me toda, cedendo a coisas relativamente ás quais já tinha afirmado a minha absoluta inflexibilidade.

Pois é… não é fácil, não… lol
Mas as alegrias que me traz…
(daqui a nada ainda vomito com tanta lamechice… beurk)

Para começar, sinto-o feliz… genuinamente feliz… alguma coisa é mais gratificante?
Parece-me equilibrado, divertido, bem disposto, amigo… lá terá as suas facetas menos sorridentes mas no geral parece-me sólido e consistente, com razão de ser.
Olhar para ele, ver o que lá se passa e sentir a boa onda que transmite enche-me sinceramente de felicidade.

Depois retribui diariamente o que sinto por ele, constantemente de alguma maneira, mostra como gosta de mim e isso eleva-me o ego, enche-me o coração. Não há nada mais quente do que o sentimento de retribuição de um amor como este.
Quer seja por palavras ou por acções, devolve-me tudo aquilo que lhe dou. Mima-me, apaparica-me, faz-me sentir importante, que posso de facto fazer alguma diferença.
Se alguém se pode sentir agradecida, sou sem dúvida eu.

Quando está alegre, contagia-me… quando está triste, sofro com ele… quando tem problemas, preocupo-me. A minha vida perdeu independência do que lá se passa, estamos ligados por um cordão umbilical invisível.
Uma coisa vos garanto, este site tem alma… ;)




terça-feira, 16 de junho de 2009

A união faz a força.

COM MÚSICA

No nosso sitezinho conseguimos fazer ganhar um telhado a uma membra… juntámo-nos todos, votámos que nem uns doidos no site do concurso, mandámos mails aos nossos amigos… e em dois dias passámos praí de sexto para primeiro lugar, onde nos mantivemos heroicamente até ao fim da votação.
No nosso sitezinho proporcionámos um Natal aconchegadinho a uma velhota que vendia castanhas e rebuçados à porta do Liceu… juntámos uns trocos e comprámos-lhe umas coisas para a casa, uns bens de primeira necessidade, uns miminhos para a consoada.
Uma pessoa sozinha pode não conseguir grande coisa, mas quando nos juntamos movemos montanhas…

Para cima e para baixo, pessoal !!!
%&$##”!”##€ !!!

Passo a explicar àqueles que, não pertencendo à nata das natas, a uma elite fora de série, a um grupo de gente absolutamente excepcional, não podem inscrever-se no nosso selecto site (coitados…):
Pela segunda vez ( vou agendar uma consulta de psiquiatria…) resolvi abalançar-me à tarefa hercúlea de organizar um jantar para reunir a maralha toda.
Evidentemente que, mais uma vez , muitos dos meninos me dificultaram sensivelmente a tarefa.
Notem que não é nada que me surpreenda, a amostra do outro já me tinha aberto a pestana para a natureza de certos indivíduos. Desta vez já ia preparada para “o pior”… lol

Acontece que há dois tipos de pessoas, e o resto é conversa ; os que se põem no lugar dos outros e os que não conseguem tirar os olhos do seu próprio umbigo.


Notem que estes últimos não são forçosamente más pessoas… e acreditem que não estou a ser irónica, algumas das pessoas de quem mais gosto nesta vida (e eu não gosto de más pessoas, garanto) pertencem a esta categoria.
Acontece que antes de verem as “razões” dos outros - ás vezes diria mesmo que “em vez de” - vêm as suas próprias.

Eu cá, sou grande apologista do uso da balança…



Uso-a constantemente, para tudo na vida, o que inclui “os outros”… e frequentemente chego à conclusão de que um pequeno incómodo da minha parte, um pequeno esforço, um pequeno sacrifício, pode melhorar/facilitar sensivelmente a vida de outrem, muito mais do que prejudica-la a mim. Logo vale nitidamente a pena.

Os umbiguistas querem garantir a sua presença no jantar, caso lhes dê na telha comparecer. Tendo à sua disposição as hipóteses de “Vou”, “Talvez vá” e “Não vou”, inscrevem-se evidentemente na primeira, depois logo se vê.
Os solidários, não tendo a certeza de poder ir, inscrevem-se em “talvez”, deixam comentários a explicar a sua opção e informam que mal tenham certezas alterarão a sua escolha.

Os umbiguistas pensam que têm mês e meio para pagar, logo não se preocupam com o assunto, só o fazem, quando fazem, mesmo no finzinho do prazo.
Os solidários pensam que vai estar uma desgraçadinha a processar umas centenas largas de pagamentos, logo pagam o mais rápido possível para diluir o “sofrimento”. lol

Os umbiguistas acham que pagarem já não é nada mau, fazem portanto como bem lhes apetece, lêem as instruções na diagonal e fazem tudo ao contrário do que lhes foi pedido.
Os solidários cumprem tudo à risca, enviam mais informação do que a requisitada para o caso de isso poder ajudar e ainda agradecem por cima.

Os umbiguistas incomodam-se com os apelos, com os pedidos de compreensão.
Os solidários, por sua alta recreação, chamam a atenção aos outros, pedem a sua colaboração.

Os “infractores” não o fazem para chatear… não o fazem para lesar… não o fazem para atrapalhar… simplesmente porque nem sequer pensam em quem está do outro lado, logo não há qualquer “intenção”. Fazem-no basicamente porque se estão bem a cagar… essa é que é essa.

Conclusão…

Tendo o NIB sido posto à disposição nos primeiros dias de Maio e sendo o prazo limite 12 de Junho, no início desse mês só meia dúzia de macacos tinham ainda pago.
Como disse um amigo a quem me queixei; “quando dás um prazo a um advogado não podes esperar que ele não tenha a tentação de o esgotar”… pelos vistos não só os advogados.
Pois é amiguinhos, é um bom argumento, mas pensem só o que seria se os quinhentos caramelos pagassem todos no último dia…

Muitos houve que não enviaram, como pedido, o mail para que lhes pudesse fazer reply com a confirmação de reserva ou que deram ordens ao banco para que o fizesse e posteriormente reclamaram que ainda não tinham recebido a confirmação. Outros deram a indicação de um nome de titular da conta e a transferência apareceu em nome de uma pessoa totalmente diferente ou até de uma empresa. Alguns pagamentos, apesar de vários apelos, simplesmente não consigo identificar.
Houve inclusivamente quem reclamasse que lhe estava a dar muito trabalho para um pagamento de 30€…

Uma vez fechadas as inscrições/pagamentos, vários me vieram fazer o choradinho com justificações validíssimas para o facto de ainda não terem pago… meteram-se os feriados (nos últimos três dias do prazo…), o computador avariou (durante mês e meio…), não tinham acesso à net (mas subitamente arranjaram…), etc…
Mas sobretudo, isso é que foi a cerejinha no topo do bolo, dos quinhentos e poucos inscritos, no fim do prazo só cerca de trezentos tinham pago. Trezentos!!! Pouco mais de metade…

Esta malta, contrariamente aos casos do “Telhado da Nina” ou da “Miss das Castanhas”, não se juntou voluntariamente para me f… o juízo…



Mas o resultado foi o mesmo… a união (cada um por si… lol) fez a força.
Tive muito mais trabalho, muito mais stress, perdi muito mais tempo, do que teria sido necessário se cada um tivesse tido um bocadinho de consideração e respeito pelo esforço alheio.
São maus?! Não, não são… quando confrontados individualmente com os factos, quase todos reconhecem ter-se portado “menos bem” e geralmente pedem desculpas…
Continuam no entanto a tentar arranjar justificações esfarrapadas para tentar desculpar os seus actos ou a falta deles. Acho que são casos perdidos… ;)




Para a próxima pagam mais e vão chatear outro… lol


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Carneirada… mééééé

É tendência natural, mesmo sabendo não ser possível, a de querer agradar a Gregos e a Troianos. Ou pelo menos a minha é… lol
Por exemplo, estou agora a organizar o segundo “Grande Jantar” do nosso sitezinho. Fixámos a data mediante votação, era evidentemente impossível encontrar uma que conviesse a três mil e tal pessoas, ganhou portanto a maioria.
Acreditam que fico genuinamente triste de cada vez que alguém me anuncia com pena que não poderá estar presente?!

Ora o tempo não é elástico, o espaço também não e, para além disso, nem sempre faz sentido misturar pessoas.
Como me escreveu recentemente um amigo meu: “ Tu é que achas sempre que os cocktails sociais têm imensa piada”.
Ok… isto agora vai doer… argh… prontes, cá vai… leva lá a bicicleta, dou o braço a torcer, ás vezes não é de facto muito boa ideia e pode lixar o ambiente… Uf, pronto, já disse… ;)

Acontece que eu detesto ter de escolher e vejo-me portanto ás vezes perante situações em que tendo, de facto, a misturar alhos com bugalhos ou a tentar meter o Rossio na Rua da Betesga.
Mas, estando apesar de tudo consciente de não conseguir fazer milagres, vezes há em que tenho mesmo de deixar alguém(s) pendurado.
E aqui é que a porca torce o rabo… fico cheia de problemas de consciência por deixar de fora alguém que, sabendo do evento, provavelmente estaria à espera de ser convidado.

Como já devem ter percebido eu gosto de gente, sou o anti-bicho-do-mato.
Logo vejo-me frequentemente confrontada com situações em que simplesmente não posso convidar “toda a gente”.
Não interessa se é uma festa, um jantar, um fim de semana… ás vezes há que “seleccionar”.
Já cheguei a desistir de organizar coisas por não o conseguir fazer…

Por receio de vexar alguém, já cheguei até a considerar fazer panelinha, por forma a que não viessem a saber de determinada combinação… naquela teoria de que o que os olhos não vêem o coração não sente...
Felizmente tenho conseguido evitar fazer esse tipo de figuras tristes e acabei sempre por desistir da ideia. Como se costuma dizer, mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo…

Os grupos, o “Síndroma de carneirada”, são a maior causa desta problemática.
Todos temos “grupos” na nossa vida… o grupo de amigos, o grupo do jogo, o grupo do trabalho, o grupo do desporto, o grupo da escola, o grupo do diabo a sete…
Quando se fazem actividades “de grupo” geralmente convida-se “o grupo” todo… a gaita é quando se quer/pode simplesmente convidar alguns elementos!!!

Como comentei num post anterior as relações não são, nem podem ser, todas iguais…
Logo, temos sempre mais empatia com uns membros “do grupo” do que com outros e consequentemente mais desejo de estar com estes em situações “extra-grupo”.
Chegamos inclusivamente a pensar em diferentes indivíduos consoante o evento.
Por outro lado não se pode evidentemente convidar o mesmo número de pessoas para uma festa, para um jantar sentado ou para um fim de semana, por exemplo. O espaço torna-se portanto uma limitação.

Se tivermos em conta que, hoje em dia, a maior parte da malta está “casée” e com rebentos… a coisa torna-se mais complicada ainda, rapidamente se esgota qualquer lotação.
Longe vão os tempos em que quando se convidava a Maria Albertina, se contava com a Maria Albertina… Agora são a Maria Albertina e o Evaristo, com a Vanessinha, a Carla Sofia e o Igor Filipe…
Ou seja, quando fazemos a nossa listinha, pensamos em A, B e C… mas na pratica muitas vezes temos depois de multiplicar por… vários… o número de participantes.

Isto faz-me pensar no “problema” que tenho com os animais…
Sou uma bichoólica confessa, por mim tinha um verdadeiro jardim Zoológico em casa.
Calem-se… uma cobra, um cão e gato e meio não qualificam para jardim Zoológico!!! Haviam de ver o que isto era se eu me autorizasse a trazer para casa tudo o que me apetece…
A realidade é que, com uma que outra excepção rapidamente rectificada, tenho conseguido gerir muito bem este assunto.
Agora estou a aprender a fazer a mesma coisa com os humanos… lol

A questão é que os bichos não ficam chateados comigo por não os trazer para casa. É evidente que a coisa piora sensivelmente quando as pessoas reagem “mal”…
Mas confesso que cada vez tenho menos paciência para “criancices” de adultos, devo estar a ficar velha. ;) Por criancices entendam-se amuos, birras, melindres, ciúmes e afins.
Se não percebem que não podemos todos ir a todas… batatas.

Neste último ano, por causa do monstro, acho que conheci mais gente do que em todo o resto da minha vida… a questão que tenho estado a comentar não é nova, sempre existiu, mas este fenómeno recente obrigou-me a enfrenta-la.
Dantes acontecia de vez em quando, agora vejo-me constantemente perante o dilema… e raios me partam se vou continuar a sofrer com isso…
Se alguém não compreender e ficar f… que meta uma rolha. lol



sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ganda Galo!!!

COM MÚSICA

Pois é… este ano, nos meus anos, decidi fazer uma festança…


Deu-me, sei lá…
Com a excitação do site… a falta de atenção que, de certa maneira, tenho dado ultimamente a amigos e família… o facto de fazer 44 anos (capicua) uma desculpa como outra qualquer… a vontade de reunir toda a gente… enfim… achei eu (velha estúpida) que era uma boa ideia.
Mas de boas ideias está o inferno cheio… ou é de intenções?! Bem, vai dar ao mesmo…

A minha mana já tinha feito duas festas de arromba no verão passado em casa dela… dois verdadeiros sucessos… dois estrondos de bilheteira…
Claro que terão reparado no pequeno detalhe de no “verão” passado… quem mandou os meus pais pinocarem na primavera… definitivamente o Inverno não é altura para se nascer.

Bem… dizia eu que tive a ideia… pedi as instalações à mana que (para meu espanto, devo reconhecer… brigadaaa manaaaaaa…) recebeu imediatamente a proposta com entusiasmo.
Advertiu-me no entanto que a casa, ainda para mais de inverno, portas fechadas para o jardim e coiso e tal, dificilmente poderia acolher 3000 pessoas…

Atirei-me então à árdua tarefa da selecção… tinha pensado convidar TODOS os meus amigos no site (para além dos de fora, claro está…), quando descobri que já passavam dos 300!!!
Aaarrrggghhhh…
Tentei então seleccionar SÓ os que conhecia pessoalmente, visto que há muita gente que faz “pedidos de amizade” porque sim… há lá muitos que nem sei quem são…
Aaarrrggghhhh…
Continuavam a não caber nem com muito boa vontade e um grande pote de vaselina…
Fui então encurtando, encurtando, a minha folhinha de Excel (à pois!) foi encolhendo… até chegar ao bonito número de 94…

Escusado será dizer que também não caberiam 94… perguntei à mana qual tinha sido a taxa de adesão às festas anteriores… “vieram todos, acho… e ainda apareceram mais uns quantos que não tinham sido convidados…” hummm…
Bem, decidi correr o risco… Janeiro, inverno, chuva, um frio de fazer gelar os tintins… a malta não deve estar toda numa de sair de frente da lareira…

Alguns, como aparentemente já é aceite pelas regras da boa falta de educação, nem sequer me responderam… já é da praxe. Raro é o convite que faço hoje em dia, seja lá para o que for, em que toda a gente me responda…
Pelos vistos agora se não se tem intenções de comparecer não vale a pena dar-se ao trabalho… além de que assim ficamos sempre com a hipótese em aberto de decidirmos em cima da hora se para aí estivermos virados.

Bem… lá fui então eu mascarar-me…


Passei 40 minutos sentada numa casa de banho, com a mana mais nova a esticar-me a trunfa, literalmente a passa-la a ferro, com aqueles utensílios que só (elas) as mulheres conhecem e que servem para fazer justiça aos anúncios do restaurador Olex.
Apliquei as pinturas de guerra, suspirando antecipadamente com a ideia de depois vir a ter de passar mais cinco minutos do que seria necessário antes de me abandonar a um merecido repouso.
Passei ainda mais tempo sentada no chão a olhar para o armário a pensar que raio poderia vestir, para cumprir com a promessa de me empinocar, sem por isso entrar em hipotermia.
Respirei fundo, espartilhei implacavelmente as minhas meninas por forma a darem a ilusão de serem apetitosas e ainda estarem no sítio e pus umas botas de saltos altos, correndo o risco de partir uma perna a qualquer momento.
E lá fui eu para a minha MEGA-FESTAAAAAA!


Bebe!!!
Sabem quantos apareceram de facto?
Não… agora a sério… dêem lá um palpite… atirem um número, assim ao calhas… não?!
Vinte e cinco (25) (!!!)… meia dúzia de gatos pingados…
Helloooooooo?!
Talk about a flop…
Pouco mais de um quarto… 26,59574 % (usei o mesmo excel… hehe)
Irmãos (e respectivos): convidados 7, presentes 3 (42,85714% recorde absoluto…)
Primos (e respectivos): convidados 9, presentes 1 (11,11111%)
Amigos “íntimos”: convidados 19, presentes 4 (21,05263%)
Etc…

Mas o que é istoooooooo?!
Abandonaram-me todos?
Viraram-me as costas?
Já não gostam de mim?
Tristezaaaaaaaa…


Julgam vocês que estou a escrever isto para armar em Calimera?!
Pois estão muito bem enganados…foi muita gira a minha “festa”.
Quando chegámos à conclusão de que era escusado, não iria mesmo aparecer mais ninguém, a mana lá pôs a música aos altos berros e começou a dançar (sozinha) no meio da sala… Tadinhaaa…
Depois lá conseguiu arranjar uns voluntários à força para lhe fazerem companhia.
Não lhe serviu de muito porque, foi à casa de banho e, quando voltou, a música bombava a fundo na sala vazia e a totalidade da malta tinha-se refugiado na cozinha.
Decidiu-se então, para animar as hostes, fazer uma sessão de karalhoque…


Deva-se dizer que foi bastante divertido… se se portarem mal, repetimos.
Os gatos da vizinhança fugiram, pensando que estavam a esfolar semelhantes seus naquele antro de perdição…
Meia dúzia (sempre os mesmos) foi fazendo alternadamente figura de urso de microfone na mão, enquanto os outros faziam de coro por trás do sofá.
Grande momento musical, devo dizer… e grande coreografia…


A realidade é que passámos uma boa noite.
Como se costuma dizer “poucos mas bons”…
Não foi definitivamente uma festa, chamemos-lhe antes um cãobíbio… mas foi simpático. Estava toda a gente bem disposta, divertida…
Trouxeram-me prendinhas lindas (uma das quais está neste momento ao meu colo), comeu-se, bebeu-se (felizmente tive a presença de espírito de pedir a cada um que trouxesse qualquer coisinha em vez de fornecer eu…lol ), riu-se, até houve quem, apesar de “não gostar de dançar” tenha andado coxa durante os dias seguintes…

Agora perguntem-me… porquê este flop?!
Porquê, hein? Porquê?!
Eu sei que não vão acreditar, mas…
Uns estavam nas Maldivas, em França, na China, na América do Sul, em Inglaterra, no Brasil, no Porto, a caminho dos Estados Unidos, na neve… outros estavam de turno, davam concertos nesse dia, tinham exame, os filhos doentes, foram operados, tinham umas costelas partidas… ou simplesmente já tinham coisas combinadas.
A realidade é que, a esmagadora maioria pelo menos, tinha uma “desculpa” perfeitamente aceitável para a sua ausência…
Não sinto qualquer mágoa por não terem vindo. Não o sinto como rejeição, como falta de amizade… foi simplesmente um ganda galo!






Ou será destes?!



Nunca percebi a origem da expressão…
; )

Agora… BEBAM que volto a fazer outra tão cedo… lol


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O monstro

COM MÚSICA

Olá, o meu nome é Cristina e sou viciada num site…
(agora vocês dizem em coro “olá Cristina”)

É verdade, tenho de o reconhecer… estou completamente vidrada no monstro.
Todos os dias lá vou, sem qualquer excepção, a não ser que não tenha acesso à Net.
Bem… dizer que “lá vou” será talvez um under-statement… já que estou numa de confissões, deveria antes dizer que lá “vivo”…

Quando ligo o computador, o que costuma acontecer logo pela manhã, a primeira coisa que faço é puxar mails… é ao mesmo tempo uma protecção e um “trailer” do que me espera no site.
Protecção porque, por muito estranho que possa parecer a alguns, eu tenho vida para além do monstro… a sério, é mesmo verdade… o que quer dizer que tenho outros assuntos para tratar. Se fosse directa para lá (para o site, claro está) estes assuntos ficariam pendentes até ter cumprido com todas as minhas rotinas o que, consoante os dias, pode demorar muitoooooo tempo …
Trailer porque, como recebo mensagens de aviso, embora tenha tido de desactivar alguns porque senão enchiam-me a caixa do correio, fico assim com uma ante visão do que me espera.
Este deixou-lhe um comentário na sua página, aquele comentou no grupo tal, outro respondeu à discussão sobre não sei o quê, tem não sei quantas fotografias para aprovar…
E lá fico com um pequeno panorama de como estão as coisas por lá.
Nos dias em que tenho dezenas de mails, fico logo a saber que há algum motivo de rebuliço…

Passaram-se mais de sete meses desde que nasceu… tem neste momento 3.150 membros… aquilo não é um site, é um mundo!!!
Já nasceram pessoas, morreram pessoas… houve casamentos, divórcios... convivem pessoas de várias gerações, várias classes sociais, várias nacionalidades... fala-se em várias línguas, de assuntos vários… nasceram grupos, juntaram-se interesses comuns… apoiaram-se causas… organizaram-se convívios…

A realidade é que reina a boa onda!!!
É no fundo um antro de boa gente…
Há de haver cretinos, como em toda a parte, afinal de contas a amostragem já é grande… mas não se dá por eles, não andam por lá a chatear o povo.
Também há uma que outra “crise” de vez em quando, como em todo o lado… gente que amua, que faz birrinha, que fica ofendida, que se zanga, malta que chega a desinscrever-se, dos grupos, do próprio site… mas que em geral volta rapidamente…também, quem é que consegue ficar longe “daquilo”?! lol

Entrar naquele site é ir ao encontro de um tornado de emoções… é um estudo de antropologia… é uma companhia… um desafio… é fantástico!!!

Se não o fiz já na “véspera”, caso já passasse da meia noite quando desliguei finalmente o computador, começo por dar os parabéns aos aniversariantes do dia… é uma excelente maneira de o começar e permite ir conhecendo “os membros”… é tão giro saber de quem “hoje” é o dia especial, saber que alguém estará a festejar algures por este mundo. É quase sempre o dia de anos de alguém e os dias de anos são supostos ser dias bons, partilha-los de alguma maneira com eles faz-me sentir bem também.

Depois dou uma vista de olhos rápida aos novos membros, a ver se conheço algum… Curiosamente hoje em dia chegam por ondas, como se de vez em quando houvesse saldos.
Não deixo de me admirar quando entra algum nascido no tempo da Maria Cachucha… Temos lá gente do início do século passado, é espantoso! Admiro sinceramente a capacidade de adaptação destas pessoas a estas “modernices”…
Volta não volta aparece alguém que conheço, ás vezes que nem sabia que tinha andado no Liceu (francês, claro está…) … muitas vezes pessoas de quem não sabia nada há anos, que já nem me lembrava que existiam… é giro reatar contacto, saber notícias, ver para onde a vida os levou…

Confesso que o chat para mim perdeu a sua graça, raramente lá vou hoje em dia… em parte para me proteger da minha tagarelice natural, se lá entro à conversa dificilmente conseguirei sair… mas também o próprio, que já teve os seus tempos áureos, caiu um pouco em desuso.
De vez em quando vê-se lá alguém a falar sozinho, até parece que faz eco, o que não deixa de ter a sua graça.

A parte do relatório da “Latest activity” também dá uma ideia do que se está a passar…
De repente há não sei quantas linhas a dizer que X é agora amigo de Y, de Z, de W… muitas vezes isto quer dizer que X, que andava arredado(a) do site há uns tempos, voltou a dar ares de sua graça.
Ou então que X deixou um comentário para Y, logo a seguir que Y deixou um comentário para X, seguido logo de X a responder… a malta vai cuscar… cheira logo a conversa interessante… lol
Também dá para perceber que há actividade nos grupos ou posts que seguimos… ui, comentaram no grupo/post tal, vou lá ver…

Os grupos… oh, os grupos… já lá há 147… dividem-se por anos, por práticas desportivas, por hobbys, por paixões, por este ou aquele assunto ou simplesmente por tipo de conversa… muito divertido.
Por já haver tantos e visto que não dá para “seguir” todos, a escolha pode parecer difícil, mas rapidamente se chega à conclusão de que há uns mais activos do que outros e acabamos por nos juntar, desses, aos que nos dizem mais.
Cada um deles tem um anfitrião, normalmente a pessoa que o criou… se este deixa de “tomar conta da casa” o grupo esmorece.
Há membros activos e mirones. Há quem só vá lá ler e nunca participe, o que não deixa de ter a sua graça. Muitas vezes, ao fim de uns tempos, as pessoas não resistem e acabam por se inscrever. Aconteceu-me com um que segui durante… acho que não estarei a exagerar se disser meses… até cair na tentação de me inscrever, desgraçando-me completamente, como se tivesse tempo de sobra…

Ó fórum também é um local chave… volta não volta surge algum tema polémico, ou simplesmente interessante, onde muita gente vai botar discurso, onde muitos têm a sua palavra a dizer.
Está dividido por categorias… temos um memorial, onde aqueles que já não estão entre nós são recordados e homenageados… temos um sítio onde partilhar histórias do Liceu… outro onde se fala sobre temas vários… temos um para “anúncios”, outro para dar a conhecer os nossos negócios … e temos uma categoria dirigida à solidariedade.
E o que é mais incrível é que funciona!!! Já funcionou… mais do que uma vez. Já conseguimos unir-nos para levar a água ao nosso moinho, para estender efectivamente a mão ao próximo.

Depois há as páginas dos membros… umas mais clássicas, outras mais práfrentex…umas mais sóbrias, outras mais coloridas… umas carregadas de actividade, de amigos, de comentários, de bonecada, de fotografias, de música, de menções a grupos e a inscrições em eventos… outras estagnadas, de malta que se inscreveu e nitidamente nunca mais lá pôs os butes. Estes não sabem o que perdem, digo eu, sei lá… ;)
Através delas adivinha-se a personalidade do seu dono… mesmo quando não se conhece a pessoa em questão.
O que é espantoso é que é raro encontrar-se um comentário menos simpático, menos agradável. As pessoas cumprimentam-se, dão-se as boas vindas, regozijam-se pelo re-encontro, combinam coisas, dão-se os parabéns, pelos aniversários, pelos filhos, por um que outro feito de tenham vindo a tomar conhecimento…
As páginas pessoais são públicas, é da praxe cusca-las… navega-se no site de comentário em comentário, de página em página. Manda-se boca por cima de boca alheia, criam-se cumplicidades, fazem-se piadinhas, num ambiente de alegre convívio.

Pessoas que não se conhecem de lado nenhum criam assim ligações. Outros reatam amizades que há muito julgavam perdidas. Nascem novas amizades. Os que estão longe, sentem-se mais perto., Descobrem-se interesses comuns. Combinam-se encontros, jantares, almoços, saídas, whatever… ao vivo e a cores.
Mas o que é mais reconfortante é a sensação de pertencer a uma grande família, em que as pessoas convivem numa base mais ou menos regular, em que se interessam de facto umas pelas as outras, se apoiam, se entre ajudam.
As pessoas não se conhecem todas, evidentemente, e muito menos se dão… mas vão se descobrindo empatias, vão-se desenvolvendo relações, vão-se criando grupos que acabam por ter relacionamentos que não são só virtuais mas muitas vezes cara a cara.

Este site é de uma riqueza humana sem igual… nunca ouvi falar de outro assim.
É quente, é acolhedor, é simpático, é agradável… Não é só um “Facebook” ou um “Hi 5” privado, como já lhe têm chamado… é muito mais. Neste site sentimos de facto que o nosso leque de amigos, e não só de conhecidos, aumentou substancialmente… há gente para todos os gostos, para todas as ocasiões. Criou-se de facto “uma rede”, que parece lá estar de pedra e cal para o que der e vier, sentimos que podemos contar uns com os outros…

Para além de tudo isto, eu tenho o prazer e o privilégio de lá fazer aquilo que melhor sei fazer… organizar, dinamizar.
Dá-me um gozo genuíno manter aquilo a mexer… pôr daqui, tirar dali… introduzir novidades… mudar-lhe o visual… simplificar o seu funcionamento… dar dicas… ajudas…notícias…
Se soubesse o que sei hoje, te-lo-ia feito de forma anónima, o gozo era o mesmo e dispensava o protagonismo. Mas prontes, o que já está já está, e também não vem daí mal ao mundo.

Acho que posso afirmar, sem exagero, que tem sido a experiência mais gratificante da minha vida…Espero sinceramente que, comigo ou sem migo ao leme, este monstro viva tanto tempo que possa um dia também lá ir parar ao memorial. ; )


terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2008

COM MÚSICA

Tudo se queixa, minha gente, de que 2008 foi um ano muito mau.
Foi sem dúvida duro em muitos aspectos… trouxe dificuldades, angústias, tristezas até… mas no que me diz respeito, em termos humanos, não podia ter sido mais enriquecedor.

Em 2008 nasceu “o Monstro”…

Este tem provocado em mim uma cascata de emoções fortes, quentes e boas (assim cumás castanhas, sei lá) … que mais se pode pedir num só ano?!

Reencontrei pessoas de quem nada sabia há muitos anos.
Conheci gente que veio, sem qualquer sombra de dúvida, trazer um valor acrescentado à minha vida.
Confirmei que “a união faz a força” e que juntos podemos mover montanhas.
Mas sobretudo descobri que anda muito boa gente “por aí”…
Este ano acabou por ser para mim uma ode à amizade!!!

Em 2008 “ganhei” um grande amigo… (saiu-me numa rifa… lol)
Sim, eu sei que as amizades vão crescendo com o tempo, que não é em poucos meses que nos podemos considerar “amigos” de alguém… mas neste caso estou disposta a correr o risco da afirmação.
A empatia que sentimos não pode ser uma ilusão, seria demasiado triste e recuso-me sequer a considerar a hipótese.
Em pouco tempo criámos laços que não tenho com pessoas que conheço de toda a vida.
Apesar de só ainda termos estado juntos três vezes, desde a primeira que ambos nos sentimos como se tivessemos reencontrado um velho amigo. Noutras vidas?! Talvez…
Há uma entrega de parte a parte, um partilhar de ideias, de emoções, de histórias de vida, que muitas vezes só se consegue atingir ao fim de muitos e longos anos.
Estou certa de que muitos teremos juntos pela frente…

Em 2008 posso ter recuperado um amigo… (este fui buscar aos reciclados… ;)
De repente, de dentro da pança do monstro, saiu uma pessoa de quem não sabia nada há cerca de vinte e sete anos.
Tivemos uma relação forte e intensa na adolescência, durante cerca de um ano, e depois perdemos totalmente o contacto.
Na altura em que nos dávamos tivemos sem qualquer sombra de dúvida uma relação priveligiada em que tudo partilhávamos, tudo discutiamos, tudo descobriamos juntos…
Vá-se lá saber o que aconteceu para provocar o afastamento, pois não me lembro de nunca nos termos zangado, mas a realidade é que foi um corte radical.
Então não é que ao fim de tanto tempo nos reencontramos e parece que o tempo estagnou?!
Não só sentimos o mesmo à vontade que tinhamos, como descobrimos novos pontos de interesse em comum, uma maneira de ser perante a vida muito semelhante, agora com marido/mulher/filhos…
Eu diria que há aqui potencial.

Em 2008 consolidei uma nova amizade com um “conhecimento” antigo… (esta esteve sempre escondida no sótão…)
De repente dei por mim a apreciar uma companhia feminina (vá, não sejam assim… mentes depravadas…lol), a ter uma amiga, coisa que não me acontecia há muito tempo.
Não chegou através de ninguém, não começou por ser namorada de um amigo, veio sozinha e instalou-se.
Confesso que gajas nunca foi o meu forte… sou mais dada a malta que mija de pé… mas está-me a saber tão bem…
Há cumplicidade, apoio mútuo, convergência de ideias.
O passado que temos em comum, embora em separado visto que nunca nos demos, juntou-nos e some how mantém-nos unidas.
Estamos lá uma para a outra como se fossemos as amigas de infância que nunca fomos.
Em pitas éramos quase “rivais”, cada vez mais somos unha com carne.

Em 2008 entusiasmei-me com outras pessoas… envolvi-me… entreguei-me…
Pessoas mais velhas, pessoas mais novas, mijas em pé e mijas sentadas.
Divertem-me, emocionam-me, enternecem-me, fascinam-me.
Só constam desta pequena vala comum, versus os destaques acima, por serem relações menos definidas, não são por tanto menos intensas ou menos verdadeiras…
É malta que anda mais em bando (“parecem bandos de pardais à solta…”) o tempo nos dirá onde irão parar as relações de um para um.
Mas várias sementes foram plantadas, sementes estranhas visto que têm pernas para andar.

Em 2008 uni-me com outros para ajudar o próximo… e conseguimos.
Conseguimos estender a mão e abraçar várias causas.
Juntos fizemos a diferença, juntos levámos a água aos nossos moínhos.
Descobri que há muito boa gente, gente empenhada em minimizar o sofrimento alheio, em distribuir alegria por quem mais dela carece.
E o rio continua a correr e mais causas há de haver, e cá estaremos nós para acorrer…

Em 2008 descobri que um coração dá para muita gente… e que quem é de facto amigo compreende que há lugar para todos.
Descobri que consigo ser mãe, mulher, amiga… sem que ninguém fique lesado.
Descobri que os que me rodeiam aceitam essa partilha, não disputam egoísticamente o meu amor e isso traz-me paz, serenidade.

Em 2008 confirmei que as amizades são dos bens mais valiosos que podemos ter… ; )



"A friend is a gift you give yourself..."