A minha ideia era mais uma questão de investimento no futuro. Tanta gente põe o hoje à frente do amanhã, não compreendendo que o trabalho/coragem/sacrifício/pachorra que possam ter agora lhes vai simplificar a vida mais tarde.
O exemplo mais flagrante para mim é com as crianças. O dormir, por exemplo... quem tem filhos sabe como é complicado dar-lhes bons hábitos de sono. O sono educa-se, mas não é fácil... Tem de se começar muito cedo... Quantos pais não dormem com os bebés, no quarto, ou mesmo na própria cama, por uma questão de comodidade, nos primeiros tempos e depois se vêm aflitos para os trocar para o seu próprio quarto? Ou o ajudar a estudar, a fazer os trabalhos, estimular a aprendizagem... um bocadinho de "pachorra" no início pode fazer com que mais tarde não haja problemas. Isto são só exemplos, em termos de educação/"criação" de filhos, podia estar aqui a noite toda a falar...
Mas isto é válido para tudo.
Quantas vezes não temos coragem de "pôr os pontos nos iis" no início de uma relação, seja ela amorosa, de trabalho, o que for, e mais tarde dá merda... De início não nos queremos chatear, não queremos causar ondas, não levantamos questões que obrigatoriamente mais tarde virão a lume por serem importantes e depois... dá merda.
Também acontece em relação a dinheiro, por exemplo. Há quem não resista a comprar, gastar, sem pensar se depois o que sobra chega para as necessidades básicas.
Enfim... Muitas vezes temos de trocar o nosso bem estar imediato pela promessa de um bem estar duradoiro... Muitas vezes temos de abdicar do hoje em prol do amanhã... Isto não quer dizer que se viva no futuro, que se faça tudo em função do que há de vir, mas já diz o outro ditado popular "quem semeia ventos, colhe tempestades" e os nossos actos, ou muitas vezes a falta deles, infelizmente não são sem consequências. Ser muito livre, muito solto, muito inconsequente, muito irresponsável, nem sempre dá bons resultados. E o que é pior é que as consequências disso nem sempre são óbvias. Nem sempre se consegue fazer a relação entre o mau resultado e a falta de "investimento" inicial.
Com o passar dos anos vamo-nos apercebendo cada vez mais das diferenças abismais que há entre as pessoas... Começamos por perceber que os esquimós e os africanos são completamente diferentes, mais tarde damo-nos conta de que não temos nada a ver com o nosso vizinho do lado. Ora isto, estupidamente, muitas vezes causa problemas.
As pessoas têm uma certa tendência para julgar os outros pela sua bitola, não compreendendo que se pode ser feliz de muitas maneiras. O que resulta para uns pode não funcionar para outros. Cada um tem as suas características, o seu passado, a sua educação, os seus gostos, e tem de jogar com isso para viver uma vida harmoniosa.
Não pomos em questão o modo de vida dos tais esquimós ou africanos porque são radicalmente diferentes dos nossos e sobretudo porque estão longe, não interagem connosco. Os problemas aparecem em geral nos tons de cinzento ou se preferirem, “em casa”, no mundo em que nos movemos. Muitas vezes criticamos, desprezamos, certos modos de vida, na realidade tão válidos como o nosso, simplesmente porque não nos conseguimos identificar com eles. Como se o nosso caminho fosse único, como se todos se devessem reger pelo mesmo molde.
É evidente que todos observamos diferenças nos outros. Há os arrumados e os desarrumados. Há os organizados e os desorganizados. Os caseiros e os que não param no mesmo sítio. Os madrugadores e os noctívagos. Os que gostam de animais e os que não os suportam. Os vegetarianos, os “carnívoros”, os desportistas, os sedentários, os intelectuais, os manuais... enfim... Se tomarmos em consideração que “a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros”, se houver respeito mutuo, porquê incomodar-se com as ditas diferenças? Ou seja, onde estou a querer chegar é a que há uma tendência para nos “metermos onde não somos chamados”, para criticar aquilo que não nos diz respeito.
Não estou evidentemente a falar dos casos em que as diferenças chocam, em que alguém é “agredido” pelas características de outrem. Eu pessoalmente sou extremamente arrumada. É óbvio que se alguém vier gerar o caos em minha casa, não gramo, fico chateada, claro que fico chateada... Agora que me importa a mim o que essa pessoa faz em casa dela? Que tenho eu a ver com isso? É neste sentido que tenho estado a falar e que tenho notado que reina uma grande intolerância por aí.
Se eu ajo da forma A, então os que ajem da forma B são umas bestas, uns idiotas, mesmo que na pratica não “choquem” comigo em nada. São umas bestas simplesmente porque são diferentes, porque não subscrevo a sua maneira de ser. Porque não concordo com a sua maneira de agir. Matou? Roubou? Fez mal a alguém? Não, mas é diferente e isso irrita-me...
Este tipo de atitude faz, infelizmente, com que certas relações que até poderiam ser boas para ambas as partes, azedem e ás vezes até apodreçam...
Costumo pensar que se me dissessem que podia construir a casa que quisesse, como quisesse, onde quisesse, gastando o que quisesse... me ia ver absolutamente à rasca...
A realidade é que gosto de muitas coisas diferentes, muitos sítios, muitos estilos, muitos tipos de casa e construir uma que fosse coerente e onde me sentisse bem no fim, não ia ser nada fácil.
Felizmente isto é coisa que não acontece na vida.
Para começar não temos nunca todas as opções em aberto.
Não podemos escolher absolutamente o que quisermos.
Depois, construir uma vida é muito mais difícil do que construir uma casa.
Não nascemos e pensamos "quem é que eu quero ser?" e vamos em frente para construir esse "eu".
Não, na vida nós vamos sendo confrontados com as opções, uma a uma.
Vamos construindo a nossa casa sem ter uma noção do que irá ser o todo, o produto final.
Tiro um curso superior? Vou viajar pelo mundo? Tenho um filho?
E escolhemos um caminho...
E esse caminho não é necessariamente "o certo", porque não há caminho certo para começar, hà caminhos diferentes, uns melhores do que os outros.
Mas é o que escolhemos, e como é lógico não podemos tirar um curso superior e viajar à volta do mundo, pelo menos ao mesmo tempo. Ou seja, garantidamente se estivermos a fazer uma coisa nesse momento não podemos estar a fazer a outra.
Há casos em que a escolha a fazer é muito subtil. E é aí que as pessoas se confundem...
Não percebem ás vezes que não se pode ter dois tipos de vida completamente distintos ao mesmo tempo.
Vou dar um exemplo.
Quando o Pedro nasceu os meus amigos adoptaram o lema do "se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé" (ainda mais do que já faziam ; ) e continuaram as noitadas de jogo pela noite fora.
Quando o Pedro chorava, com cólicas por exemplo, eu entrava em choque.
Tinha passado o dia todo a ser mãe.
Tinha deitado o Pedro e trocado para o modo "joga".
E de repente entravam os dois modos em conflito...
Ao princípio ia lá e estava ansiosa, tinha deixado a minha mão de Tarot em cima da mesa. Ás vezes estava a ser um jogo interessante, tinha três ou quatro pessoas à minha espera. O puto nunca mais se calava...
Depois percebi que não se podem juntar os dois modos. Não se pode consolar uma criança com cólicas a pensar no jogo de Tarot. Podem-se conjugar as duas coisas se for alternadamente...
Então, a partir daí, quando estava com o Pedro no quarto estava toda eu no quarto.
E... milagre... não é que ele acabava por se calar muito mais depressa?!
Onde estou a querer chegar é a que temos constantemente de fazer opções na vida. Não podemos querer ser duas coisas ao mesmo tempo porque não funciona.
Quando estamos num papel temos de o seguir.
Temos de escolher.
Não dá para uma no cravo e outra na ferradura...
Isto ás vezes leva-nos às chamadas "loose/loose situations"...
Temos a sensação de que, seja qual for o caminho que escolhamos estamos a perder qualquer coisa.
Para esta situação, o exemplo do Pedro não é bom porque seria impensável ficar a jogar Tarot e não ir ter com o meu filho. Mas há situações em que a escolha é válida para ambas as opções.
Os dois exemplos que costumo usar de "loose/loose situations" são o "Príncipe das marés"e "As pontes de Madison County". Ambos são exemplos "românticos" mas são perfeitos para o que quero dizer.
Pode-se transpor para todo o tipo de outras situações, de estudo, de trabalho, etc...
Em ambos os casos "o nosso heroi" (LOL), num caso masculino no outro feminino, é levado a escolher entre um grande amor, cheio de chama, de paixão, e o casamento e os filhos.
Em ambos os casos eles escolhem a família mas isso não é para aqui chamado.
The point is que eles têm de optar e em qualquer dos casos se sentem "lesados" de uma potencial felicidade...
Pois... You can't get all of what you want...
E... se há que optar, ao menos que seja sereno.
Não é bom ir pelo caminho A a pensar no caminho B...
"Loose/loose"?!
Por que não "win/win"?
Porque não pensar que em qualquer das opções se ganhava qualquer coisa e escolhemos o "ganho" que fazia mais sentido no momento?
Porque não viver com o calor de saber que tivemos a escolha?
Não é melhor sentir que tivemos escolha entre duas situações boas?
Que optámos por uma mas que o saber que a outra existiu não é nada mau?
Guarda-la num cantinho do nosso eu como uma coisa nossa...
Convidaram-nos para ir trabalhar para o estrangeiro.
Uma coisa que gostávamos de fazer.
Depois de muito considerar a oferta decidimos não aceitar.
É melhor nem pensarmos mais nela para não nos sentirmos mal com a nossa escolha?
Ou saber que pelo menos podíamos ter ido se tivéssemos querido não é reconfortante?
As opções podem ser a longo prazo, a médio prazo, a curto prazo.
Mas o que não fazemos faz tanto parte de nós como o que fazemos.
Quando fazemos qualquer coisa, qualquer coisa que escolhemos fazer, que não nos foi imposta, relativamente à qual tínhamos de facto opção, temos de o fazer com todo o nosso ser.
Falo tanto da importância que têm para mim os amigos, é talvez altura de falar um pouco deles...
Por que raio é que eu atribuo tanta importância à amizade? É simples, porque acredito que as relações humanas sejam das coisas mais preciosas e gratificantes que podemos ter na vida.
A família, por exemplo, também é muito importante... também poderei falar sobre ela noutra altura... acontece que não a escolhemos, não nos escolhe... é assim. Todos temos familiares com quem nos damos simplesmente porque "são família". Com quem não temos nada a ver, em relação aos quais não sentimos qualquer tipo de empatia, por vezes nem sequer simpatia, passávamos bem sem os ver... se não fossem "família". A família, mal ou bem, aceita-nos como somos, atura-nos, só por sermos família...
Com os amigos já a coisa pia mais fino... As amizades esmorecem, morrem até, ás vezes... Os amigos não se podem ter como certos. Se quisermos manter uma amizade há que fazer por isso e muitas vezes não é fácil. As pessoas zangam-se, chateiam-se, enredam-se em mal entendidos... Mudam de rua, de cidade, de país... Casam-se, juntam-se, nem sempre com alguém que goste de nós... Mudam de interesses, de passatempos... Tanta coisa pode acontecer para desfazer uma amizade...
Conhecidos todos temos, mas amigos, Amigos... ter amigos é uma arte... E daí também o ênfase que dou à longevidade das amizades... O ser humano é um bicho complicado, complexo, em constante mudança. A mudança nem sempre é fácil de acompanhar.
Quando fiz quarenta anos reuni (ou pelo menos tentei reunir) todos os meus amigos. Poucos faltaram ao apelo. Tinha amigos de três décadas presentes... Foi bom, foi muito bom. Alguns já não via há muito tempo, mas vieram...
Um amigo é no fundo uma pessoa que nos conhece e que gosta de nós e vice-versa. É uma pessoa que aprecia a nossa companhia. É uma pessoa em quem confiamos e que confia em nós. Partilhamos segredos, pensamentos, opiniões, experiências, tristezas e alegrias. Está cá para o melhor e para o pior, como nos casamentos... E fá-lo sem ter jurado fazê-lo no altar, fá-lo porque quer, fá-lo porque... é amigo.
E os amigos escolhem-se. Isto é muito importante... E não só no início das amizades. Uma pessoa que não se comporte como amiga, não é amiga, ponto final. As amizades, felizmente, permitem pausas... ; ) É curioso, mas é verdade... tenho a experiência...
Vou contar-vos uma história... Tinha um amigo, um GRANDE amigo, que arranjou uma namorada... Como tal afastou-se. É a coisa mais natural do mundo... Pombinhos, uma vida totalmente nova, a descoberta do outro, do mundo do outro... enfim... Se um amigo não compreendesse esse afastamento não era amigo... Só que se afastou de uma maneira totalmente inaceitável. Não passou a aparecer menos, desapareceu... Não telefonava menos, não telefonava... A certa altura já não respondia pouco aos apelos, não respondia nada... Durante esses anos engravidei. Embora isso seja outra história a verdade é que eu não era suposta consegui-lo... Os meus amigos seguiram o meu atordoamento ao descobrir que ia ser mãe, a minha angústia na altura a amniosintese, o meu aumento de peso, a minha mudança de andar, a ansiedade de saber se ia ser menino ou menina, a escolha do nome, a felicidade de o ver finalmente... Este... passou-lhe tudo ao lado... A dita namorada? Nunca ma apresentou... E um dia recebi um convite para o seu casamento... É verdade que somos para além de amigos, família, o convite não me chocou portanto... O que me chocou foi não ter percebido que não fazia sentido nenhum eu ir a esse casamento. Eu vou a casamentos por "conveniência", para marcar presença, se a pessoa em questão não me disser nada, me for indiferente. Não vou a casamentos de amigos que" já não me dizem nada"... E a coisa ficou por aí.
Anos mais tarde ele voltou... E hoje somos outra vez Amigos. Não nos vemos tanto como dantes, a vida não o permite, mas os nossos coraçõezinhos batem outra vez em uníssono, e isso é que é de facto importante. Não é a proximidade física. Não é a quantidade de vezes que nos vemos. É sabermos ambos que estamos lá outra vez um para o outro.
E isto sabe-se, depois de tudo o que se passou, porque já lá vão muitos anos, porque nos conhecemos muito bem, e porque voltámos a estar em sintonia. Aconteceu-me isto, não pelas mesmas razões, com várias pessoas. A realidade é que temos amigos recentes, amigos antigos e amigos que voltaram e todos eles nos fazem sentir que tudo vale a pena, que é importante investir na amizade e tê-las autênticas, porque nos sentimos profundamente amados. O amor de um amigo, se verdadeiro, não fica de todo aquém do amor "amoroso"...
Os companheiros de copos, de desporto, de trabalho, sei lá... só por serem presenças frequentes não quer dizer que sejam obrigatoriamente amigos... Estão lá muitas vezes... não quer dizer que estejam lá "para nós"... e muitas vezes só o descobrimos nos piores momentos, nos momentos em que precisaríamos deles e eles "não estão lá". Muitas pessoas tendem a confundir amigos com conhecidos e é preciso diferenciar. Por outro lado, um conhecido é sempre um potencial amigo, há portanto que investir, sabendo no entanto quando desistir.
Esqueçam os cães... o homem continua a ser o melhor amigo do homem... Aceitem o meu conselho, querem um bom marido/mulher? Casem-se com um amigo! Já vos estou a dar seca... Bjs C
Imaginem que entram numa sala onde estão todos com um ar bem disposto e a sorrir...
Agora imaginem que entram noutra sala, onde estão todos de trombas...
A primeira sensação é mais agradável, não? Dá mais vontade, tendo de escolher, de ficar nessa sala... Parece que os humores, tal como o bocejar, são contagiosos...
Quando entramos numa loja onde está uma empregada sentada ao balcão, que finge que não nos viu, se dissermos simpaticamente bom dia, há boas hipóteses que ela levante os olhos da Caras que está a ler e responda da mesma maneira. Se pisarmos alguém na rua sem querer e pedirmos sinceramente desculpa temos menos hipóteses de levar com palavras desagradáveis. Se agradecermos ao empregado que nos serviu no restaurante temos mais hipóteses de ser melhor servidos da próxima vez. Ou seja, se tratarmos as pessoas com respeito, consideração, educação, temos mais hipóteses de ser pagos na mesma moeda... A vida é feita de acções/reacções.
Mas isto não chega para viver bem com os outros e consequentemente consigo próprio... No nosso dia a dia, nas pequenas coisas, é necessária uma certa dose de altruísmo, de entre-ajuda, de apoio ao próximo, sem os quais a nossa vida se torna muito pobre.
Há pessoas que levam a vida a pensar primeiro nelas e acredito que nem sequer se dêem conta disso.
Várias das pessoas mais egoístas que conheço são agradáveis ao convívio, simpáticas, interessantes, bem educadas... Dizem os tais "se faz favor" e "muito obrigado". Trazem boa disposição para os meios em que circulam.
Pensam no entanto, regra geral, muito pouco nos outros. Por outros entenda-se os filhos, os pais, os irmãos, os amigos, não estou a falar em desconhecidos... Arranjam sempre "razões" perfeitamente lógicas para justificar a sua vida egocêntrica. Oh, pontualmente elas ajudam/apoiam/dão, não haja dúvidas. Mas só se a isso se sentirem de alguma forma "obrigadas" ou, por outro lado, se não afectar os seus planos, o seu bem estar, o seu conforto, o seu divertimento... São normalmente pessoas extremamente ocupadas, com os estudos, com o trabalho, com os hobbies, com o desporto, a cultura, etc, não têm tempo a perder... sobretudo com o próximo.
Se tiverem de escolher entre uma coisa que "faça bem" a terceiros ou a elas próprias geralmente escolherão a segunda hipótese. Nas suas cabeças isso não tem importância, uma "ausência de acção" não é "fazer nada de mal". Não percebem que "estar lá" para os outros pode aparentemente não fazer grande diferença mas "não estar" muitas vezes faz.
Como não dão, também não esperam nada. Acham-se auto-suficientes, não precisam de ninguém, tudo o que vier é bónus... Quem não sabe dar, não sabe receber.
Imaginem uma vala cheia de gente, uma vala funda de que não se consegue sair sem ajuda. De repente chega alguém que estende a mão e puxa uma pessoa lá de dentro. As pessoas de que tenho estado a falar agradecem imenso e vão felizes à sua vida. As outras estendem por sua vez a mão para ajudar os que ainda lá estão em baixo.
A diferença entre estes dois tipos de pessoas, na minha opinião, é que as primeiras toda a vida se sentem de certa maneira sozinhas.
Este fim de semana fui "acusada" de ser basicamente uma merdosa relativamente a este Blog... "Acusaram-me" também de poder fazer melhor. Quanto a esta última "acusação", não percebi sinceramente o que queria dizer especificamente, mas levando a coisa à letra, acreditem, não posso, estou a dar o que posso... No que respeita à primeira julgo ter percebido, embora possa obviamente estar enganada. Penso que se referia ao facto de eu não criar polémicas, não manter um blog que gera "discussão", não apele à participação. Sorry, não era essa a intenção. A ideia sempre foi de simplesmente partilhar determinadas coisas que me ajudam a viver melhor, na esperança de que isso possa eventualmente de facto ajudar alguém. Se as pessoas acharem que têm alguma coisa a dizer sobre os assuntos, mesmo que discordem de mim, são bem vindos os comentários, mas não espero reacção ao que digo. Aliás, as reacções que espero provocar não implicam comentários... o que digo tem mais relevância se for analisado, adaptado e aplicado do que se for discutido...
Vou então(e não, isto embora possa parecer, não é uma "reacção" aos comentários do fim de semana, já tinha previsto este post ...) entrar naquilo de que gostaria de falar hoje.
Todos temos as nossas características, as nossas crenças, as nossas convicções, as nossas opiniões, os nossos hábitos, etc... Acontece que, resolvi assumir como "um problema" a imposição obsessiva de certas dessas características a terceiros. Notem que quem diz características diz também pancas momentâneas... Ou seja, não acho que os outros tenham de estar sempre a "levar connosco". Se abusarmos, torna-se incomodativo numa vivência "em sociedade".
Eu particularmente, julgo eu mas posso estar enganada, enquadro-me melhor na categoria da "panca momentânea"... Quando embico num sentido sou um verdadeiro bulldog. Se estou obcecada por alguma coisa, um acontecimento próximo, futuro ou passado, uma nova paixão (e não necessariamente no sentido carnal...) , uma nova aquisição (e não necessariamente no sentido material), um novo Blog sei lá (LOLOLOLOLOLOL) ... sou uma verdadeira CHATA!!!
Pronto, já assumi, levem lá a bicicleta...
Acontece que, como aliás acontece a maior parte das vezes, é muito mais fácil detectar "o problema" nos outros, simplesmente porque, em vez de sermos os chatos, nesse caso somos os chateados, o que é... muito mais chato.
Se eu estiver certa no meu julgamento sobre mim própria tenho no entanto sorte, é que só sou chata ás vezes, pontualmente, durante um certo período de tempo... quer dizer, no que diz respeito ao assunto de que estou a falar, claro. E mesmo assim é lixado de controlar... muitas vezes nem me dou conta de que estou a ser chata. Para dizer a verdade, até há bem pouco tempo nem me dava conta de que isso poderia estar a acontecer. Agora tento controlar-me, mas acreditem, por muito que não seja agradável de ouvir, ajuda imenso quando me chamam a atenção para o facto. Não há nada pior do que apanhar um revirar de olhos (mesmo que metaforicamente falando...) nas nossas costas.
No que diz respeito aos "chatos crónicos" posso dar alguns exemplos do que estou a falar, pedindo desde já desculpa a quem eventualmente se identifique, mas na minha humilde opinião, é um defeito sim...
Há, por exemplo, os que obcecam com a ecologia. O dia a dia deles é uma angústia ecológica. Passam o tempo a "poupar recursos", a tentar perceber como podem ser "bons cidadãos do mundo", salvadores do planeta... Não aceitam que os outros possam não estar ainda "no mesmo nível"... Olham por cima do nosso ombro para ver se não estamos a gastar demasiada água, apagam-nos as luzes, dão-nos "ralhetes verdes", conduzem constantemente as conversas "sociais" para a degradação do planeta, a poluição, a falta de recursos... indignam-se com o desperdício que são milhões, biliões, de leads acesos todos os dias nas televisões, nos telefones portáteis, ali a piscar ás vezes, a gastar energia... Ok, eu compreendo que em macro-economia faça diferença, mas... para quê que serve ter um sobressalto de cada vez que se vê uma micro-luzinha vermelha num electrodoméstico? Podemos desliga-la? Vamos convencer o fabricante a tira-la o aparelho? Por mencionarmos o facto de cada vez que vemos uma vamos convencer o resto do mundo a fazer pressão para que isso acabe? Bah...
Também os há que não largam a política por um segundo. Que não falam de outra coisa. Que qualquer tema que se aborde vai sempre parar aos cabrões dos políticos, à máfia do governo, aos corruptos, aos idiotas dos verdes, dos vermelhos, dos azuis... Uma pessoa ás tantas até já tem medo de comentar que está um dia lindo. Não vejo mal nenhum em ter opiniões sérias e convictas em termos políticos, mas... será que, mais uma vez, é absolutamente necessário estar sempre a mencionar como as coisas "estão mal"? Será que não gera um clima de ansiedade perfeitamente desnecessário?
Podia dar mais exemplos, religiosos, desportivos, etc... mas acho que já chega...
Resumindo, cada um de nós tem (definitiva ou pontualmente) a cabeça virada para algum lado, mas não precisamos de impor essa "obsessão" aos outros. Torna-mo-nos pesados. Não é grave, mas estraga ás vezes o que poderiam ser "ainda melhores momentos" juntos...
Eu sei que este Blog é teoricamente sobre "receitas"... e o que vou escrever hoje não é receita nenhuma, mas a bola é minha e não consigo impedir-me de partilhar este pensamento que me assaltou ontem derrepentemente : )
Quando era pequena queria "ser escritora"... Fartava-me de escrever "coisas". Há uns anos escrevi um livro. Escrevi-o com a intenção de tentar publica-lo, claro. A primeira pessoa a quem o mostrei, uma pessoa por quem tenho grande consideração, com vasta experiência em "publicações", disse-me simpaticamente para ir em frente e mandou-me uma lista de editoras a quem enviar o dito livro para ver se alguma estaria interessada... Acontece que não acreditei no que me disse, pareceu-me "supportive" mas não muito sincera... Não me lembro se cheguei a envia-lo para alguma editora, acho que não, mas em todo o caso muito rapidamente me "deixei de ideias". Várias pessoas já o leram, tenho duas ou três cópias que foram passando de mão em mão, entre amigos e família, ficando esquecidas em casas várias... Quando esporadicamente releio partes dele acho que não tem qualidade nenhuma. Decididamente não tenho veia de escritora. Aconteceu-me a mesma coisa com a fotografia. Fiz o curso, experimentei, mas não me dei bem, sou assumidamente uma fotografa medíocre. Como não gosto de fazer coisas em que não sou boa, desisti.
Gosto no entanto de falar... E acho que até tenho um certo jeito para me exprimir. Como devem ter reparado, aliás, escrevo exactamente como falo. Não procuro grandes figuras de estilo, utilizo construções de frase e palavras incorrectas, etc...
Quando comecei a escrever este Blog, achava que estava a escrever para a "malta do costume" de repente dei-me conta de que não faço ideia de "com quem estou a falar". Na realidade isto acaba mesmo por ser mais um monólogo. Por muito que alguns se esforcem por participar, o facto é que a maior parte da malta, não deixa comentários. Exponho os meus pensamentos, as minhas ideias, dando exemplos pessoais, mas não sei a quem... Senti-me completamente "o Rei vai nu"...
Eu explico... Nós vesti mo-nos consoante a ocasião, certo? Eu pelo menos não vou para o ginásio vestida da mesma maneira do que para um casamento... Ora quando falamos com alguém é a mesma coisa, não se fala com o avô da mesma maneira do que com o coleguinha de curso... Não utilizamos as mesmas expressões, as mesmas palavras, não abordamos os mesmos temas... De repente senti-me como alguém que está a ser levada para qualquer lado mas não sabe para onde... Não faz ideia se a sua roupa está adequada...
E aqui é que está o busilis da questão... O que é "a roupa adequada"? Pois... Não há roupa adequada porque não sabemos com quem nos vamos encontrar... em que circunstâncias... De repente senti-me em plena praça pública... Sem qualquer controle do meu discurso... Quando falamos com alguém, ao vivo, que era o que eu fazia até começar este Blog, estamos-lhe a topar as expressões, as reacções, sabemos como encaminhar a conversa, percebemos se estamos a divertir, a agredir, a ofender, a envergonhar, a dar seca... O tipo de "conversa" que tenho tido neste Blog é exactamente o mesmo que temos cá em casa, entre amigos, ou ao almoço com a família... Só que agora eu não "vejo" o interlocutor, não sei como é que está a reagir ao meu diálogo. Se alguém "ler mal" o que digo provavelmente não vou saber....
E de repente dei-me conta do que era "publicar um livro", não em termos de sucesso, não em termos de qualidade, mas em termos de deixarmos de ter controlo sobre as nossas ideias... Manda-se partes do que pensamos cá para fora, porque é impossível mandar tudo, e vamos ser "julgados" (no bom sentido) por isso. Não há hipótese de refutar, de corrigir, de explicar melhor...
Desde que comecei tenho tido uma média de 5 visitas por dia. Tenho 54% de "returnings" Vs 46% "new" o que quer dizer que este Blog está a crescer... Não faço ideia de quanto tempo vai durar. Não sei durante quanto tempo vou ter coisas para dizer, paciência para o fazer, pessoas para me ler ... Mas enquanto "estiver no ar" qualquer pessoa me pode estar de facto a "interpretar", incluindo pessoas que não me conhecem de lado nenhum...
Quando era menina... (LOL) tinha recorrentemente a mesma discussão, com outro menino da minha idade... : ) Estou-me a rir porque me faz feliz a ideia de que, vinte e cinco anos depois, continuo a receber semanalmente em casa esse mesmo "menino"... Houve intervalos, houve anos em que nem sequer nos falámos... Mas reencontrá- mo-nos e hoje continuamos a ter o mesmo tipo de "discussões" que tínhamos aos dezassete anos... Mas enfim, estou a divagar, isto é assunto para outro post...
Como estava a dizer, tínhamos recorrentemente a mesma discussão. Se bem me lembro, ele defendia que os reporters de guerra eram pessoas completamente altruístas, que arriscavam a vida para que o público pudesse saber as notícias. Eu, afincadamente defendia o contrário. O meu argumento era o de que no fundo, tudo o que fazíamos na vida era por egoísmo. Que podíamos de facto estar a fazer bem aos outros, mas que no fundo era porque gostávamos de o fazer. Defendia que ninguém, a não ser um louco, se iria meter no meio dos tiros só para que o mundo pudesse saber as notícias. Que para uma pessoa se meter nisso tinha que lhe dar um qualquer tipo de pica, adrenalina, paixão. Que para uma pessoa se ir enfiar, voluntariamente, de maquina fotográfica em punho, no meio das balas, não basta a vontade de fazer bem aos outros...
E de repente hoje, estava mais uma vez no carro nas bichas, que como já devem ter percebido é onde penso mais, quando me dei conta de que vinte e cinco anos depois, estou convencida de que ambos tínhamos razão... É engraçado como se vê a vida a preto e branco na adolescência...
Hoje em dia acredito piamente em que ser altruísta nos faz bem. É bom preocupar-se (no bom sentido e não no doentio) com os outros, é bom apoiar os outros, é bom ajudar os outros, acarinhar, mimar... Não me sinto ainda com capacidade para conseguir explicar como cheguei a esta conclusão, mas para mim é uma realidade. Eu tento sempre "ser boa" (não vou sequer começar a definir o que quero dizer com isto... o banal "ser boa" popular serve) para os outros e a realidade é que em geral os outros "são bons" para mim. Os outros, tanto pode ser a menina do café como o meu tio. Trato-os com um sorriso e a realidade é que o sorriso vem de volta... regra geral... mas não se preocupem HÁ excepções, por muito estranho que pareça (LOLOLOLOLOLOLOL) há malta que não me grama! Ou seja, tratar os outros bem faz com que sejamos bem tratados. Porreiro. Por outro lado, se fizermos coisas pelos outros, os outros fazem coisas por nós, e não necessariamente os mesmos "outros". Mas isto, mais uma vez, é assunto para outro post. Mas ainda não quero falar sobre o assunto senão vão achar que eu sou doida e vão deixar de cá vir ler-me... Fique mo-nos no "eu acredito que", sem mais explicações, se formos pessoas decentes, que se preocupam (no sentido inglês de "care") com o próximo, seja o próximo o nosso filho ou um desconhecido com que nos cruzámos no metro, somos tratados em geral da mesma maneira. E isso sabe muito bem. É agradável, sentimo-nos acarinhados pela vida.
Voltando então à velha história do reporter de guerra... Continuo a achar que é preciso uma certa dose de loucura e gostar muito do que se faz, para ir disparar fotos para o meio dos tiros. Mas hoje acredito que ninguém o faça se não tiver também uma grande dose de altruísmo. Nunca ouvi falar em nenhum fotografo, no meio dos tiros, a dizer "continuem pessoal, continuem, estou só aqui a tirar umas fotos para o concurso da Magnum... "
Carlinhos... ao fim de 25 anos, cedo-te um empate técnico ; )
Cheguei à conclusão de que temos muito mais "medos" do que julgamos.
Estes são, na minha opinião, uma das grandes causas das nossas angústias, ansiedades, inseguranças, etc...
Viver é um bocado como andar na selva... Sabemos que há perigo à espreita, sabemos que corremos riscos, mas há que ir andando...
Não vou defender aquele que corre descalço selva a dentro, gritando, yéééééééééééééé... com as mãos no ar, porque acho que é doido...
Conheço alguns assim que se têm safo, mas acredito que tenham um Anjo da Guarda digno do maior super-herói...
Na minha opinião é pura inconsciência e não subscrevo.
Um pouco de medo é talvez um pouco de respeito por nós próprios e pelos outros.
Imaginem que o idiota ao vosso lado atraí um bando de leões com os seus gritinhos histéricos, não tem graça...
Há que se proteger, sem dúvida, levar umas botas altas, ir vestido em conformidade, pôr um repelente de insectos, levar chapéu, não atrair a atenção dos predadores... enfim, não tentar o destino.
A realidade é que, grande parte de nós e em relação a vários campos das nossas vidas, temos tendência para nem sequer sair da cubata. O medo é tanto que paralisamos. Alguns conseguem viver com isso. Não acredito que bem, porque assim a vida lhes vai passando ao lado. Tanto medo, tanto medo, que quando (ou se) finalmente se arriscarem a pôr a cabeça de fora já é noite, já não vêm nada...
Os outros vão andando, mas muitas vezes todos borradinhos... não é nada agradável...
Deixando-me agora de metáforas (mana, odeio-te por me teres contado aquela história...), vou passar a dar alguns exemplos concretos.
Os medos de que falo são medos do dia a dia. Medos muitas vezes perfeitamente justificados (apesar de tudo andar na selva É perigoso) mas que, se os deixarmos controlar-nos dão no que costumamos denominar por MERDA.
Exemplo nº1:
Quando viemos para Sintra trouxemos connosco os nossos dois gatos. Ao fim de mês e meio já não tinhamos nenhum, piraram-se os dois, nunca mais lhes pusemos a vista em cima. Pus anúncios, colei papeis por todo o lado, perguntei nas redondezas, nada...
Uns tempos depois arranjei duas outras gatas.
E então o que senti? Hum??? Medo! Pois claro, um medo do caraças de ficar sem estas também... E um medo perfeitamente justificado. As janelas e as portas dão para a rua, se elas quiserem dão de frosques... Então o que fazer?
Fecha-las em casa, não as deixar ir para o jardim, pôr-lhes uma trela... não me parece.
Deixar de ter medo.
Passar a ver a hipótese de um dia destes uma delas não voltar para casa, como uma possibilidade. Tomar medidas para atenuar as hipóteses de isso acontecer, torcer os dedos e seguir em frente.
Exemplo nº2:
Nas nossas relações ás vezes temos tendência para ter um bocado de medo da reacção do outro. E não estou só a pensar em relações amorosas, isto é valido também para amizades, família, patrão/empregado, etc...
Ás vezes coibimo-nos de dizer ou fazer aquilo que na nossa opinião seria a coisa certa, por medo de um conflito, de uma ruptura, de um desgosto... Deixamos as coisas azedar por medo de pôr pontos nos iis.
A verdade é que, se não agirmos de acordo com aquilo em que acreditamos, o não fazer/dizer alguma coisa por medo da reacção do outro, muitas vezes só contribui para uma morte lenta da relação.
Exemplo nº3:
Desde que me lembro de ser gente, e não faço ideia do porquê disto, que vivi em pânico de que os meus pais morressem. Foi uma ideia que sempre me atormentou terrivelmente. Piorou muito sensivelmente depois do primeiro enfarte do meu pai... Depois disso, de cada vez que o telefone tocava fora de horas, de cada vez que alguma pessoa, das potencialmente portadoras das más notícias, me ligava com uma voz "mais esquisita", o meu coração disparava, tinha verdadeiros ataques de taquicardia.
Entretanto ele teve o segundo enfarte e eu pensei que era mesmo o fim... Fiz uma viagem para o Algarve para o trazer para Santa Marta, devido ao seu estado grave, a pensar que ia morrer ao meu lado no regresso. Resignei-me.
Mas ele safou-se... e entretanto alguma coisa tinha mudado dentro de mim. Sabia que era inevitável, que ele ia mesmo morrer um dia e deixei de ter medo.
Passei os anos que se seguiram, dando graças por cada dia que passava com ele, até ao dia em que recebi mesmo o tal telefonema, sem medo. E estes foram muito mais serenos do que os anteriores.
Não foi a minha falta de medo que o matou, com certeza, da mesma maneira que não foi o meu medo que o salvou das primeiras vezes...
Simplesmente é assim e o medo não serve para nada...
Exemplo nº4:
Quando era miúda tinha um medo/nojo/repugnância o que lhe queiram chamar, de osgas terrível. Uma noite, nas Açoteias, entrámos no quarto e estava uma na parede. Quem estava comigo, que já nem me lembro de quem era (sorte a deles/as), viu o pânico nos meus olhos e não achou nada mais divertido que sair e trancar-me lá dentro. Ia-me passando... Gritei, dei murros na porta, ameacei, pedi, implorei, não me lembro se chorei... até que me abriram a porta...
Nesse dia decidi que ninguém voltaria a ter o poder de me pôr nesse estado por causa de um bicho. Controlei-me. Tomei as minhas reacções em mãos. Tive um que outro encontro imediato com esses seres. Hoje em dia durmo num quarto com eles se for preciso...
Exemplo nº5:
Vamos para o aeroporto, já em cima da hora e está uma bicha (he, he) terrível na segunda circular... Fico em pulgas, cheia de medo de perder o avião... Será que se eu tiver medo o avião espera por mim?
I rest my case...
Podia estar aqui a noite toda a dar exemplos, mas acho que já chega.
Onde queria chegar é a que, se formos conseguindo (o que, na minha experiência, se faz muito lentamente, passo a passo...) controlar os nossos medos, sobretudo os que não são úteis, que não nos protegem de nada, nem a nós nem aos outros, vivemos com muito mais serenidade.
Falei e disse... : )
Bjs
C
PS: Dedico este post a alguém que se vai identificar e que eu gostava muito que perdesse o medo e se atirasse a ser o homem fantástico e feliz que eu sei que pode ser...
Pois... (muito gosto eu de citar a tia do Solnado... LOL) Então é assim... Como disse em post anterior tinha intenções de acabar com este Blog no fim do mês. Não por "desistência", não por amuo, mas por achar que não valia o trabalho.
Muito surpreendentemente, descobri que pelo menos duas pessoas não estão de acordo comigo... Bem, a realidade é que ainda tenho de facto uma que outra coisa para dizer... Vou portanto mantê-lo mais uns tempos a ver no que dá.
A minha intenção, insisto, é simplesmente a de partilhar com quem me queira ler, algumas coisas que fui descobrindo ao longo da vida que contribuem nitidamente para a MINHA felicidade, qualidade de vida, paz de espírito, etc... Não estou a tentar vender peixe a ninguém... Alguns ão de ter chegado também ás mesmas conclusões que eu, outros não ão de estar de acordo ou de acreditar no que digo, é mesmo assim... Não são "verdades absolutas", não se baseiam em nenhuma religião ou filosofia, sou muito auto-didacta nesta coisa da vida... e é inclusivamente possível que amanhã venha a dizer o contrário do que disse hoje...
É difícil, muito mais do que pensava, transmiti-las por escrito. Quando li "Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus", que confesso nem sequer acabei apesar de ter gostado bastante do conceito, irritei-me imenso com a escrita dele... Aconteceu o mesmo com outros autores americanos do mesmo género. Têm capítulos inteiros em que repetem incansavelmente a mesma coisa, escrita de maneira diferente. "Já percebi, porra!!! Ca seca... " pensava eu. Hoje percebo melhor a ideia do "insiste, insiste, flecte, flecte"... ; )
Depois desta conversa toda lá vem então o tal do pedido... Disse anteriormente que não tinha maneira de controlar as visitas a este site... agora já tenho. Existe uma ferramenta divertidíssima chamada "Google Analytics" que dá uma série de informações sobre os acessos aos sites.
Nota: alguns de vocês receberam um mail com o seguinte link http://theinternetspreadexperience.blogspot.com/ confesso, pronto... fui eu que criei o Blog, para (através do tal "Google Analytics") tentar topar como/ a que velocidade/ para onde/ etc, é que as coisas se espalham na net... É divertido...
Dito isto, tenho informação sobre os hits das minhas páginas mas não posso saber, por exemplo, se de facto as pessoas me lêem. Pode ser gente que "passa por cá" por acaso, que vai andando de blog em blog ou que faz um search qualquer e vem cá parar, vê que não interessa e rapidamente se vai embora outra vez... Consigo ter informação sobre "New" Vs "Returning" visitors, o que já me dá uma ideia, mas gostava que, se de facto me lerem, me deixassem quanto mais não fosse "uma assinatura". Não espero comentários, até porque sei que a maior parte de vocês não gosta de os fazer. Mas escrevam tipo "o Biriba esteve aqui" (LOL) ou coisa do género, só para tentar perceber se vale mesmo a pena continuar...