Ok, talvez este post seja um pedacinho babalu... podemos sempre desculpar-nos com a actual época festiva... LOL

Mas... se a nossa felicidade depende quase só e exclusivamente de nós... a realidade é que "nenhum homem é uma ilha", a nossa atitude faz diferença na vida dos outros.
Quer queiramos quer não vivemos em sociedade, temos de interagir. A maneira como o fazemos vai interferir com o estado de espírito do outro e a sua reacção vai interagir com o nosso, as emoções não são estanques.
Infelizmente as atitudes tipo Calvin
parecem muito mais frequentes do que as do tipo Patch Adams...
Porque é que a má onda é tão mais fácil de se propagar?
Há quem afirme que o bicho homem é "bom" por natureza ... eu não subscrevo essa teoria, antes pelo contrário. Basta observar as crianças, a crueldade que conseguem demonstrar.
O que nós dizemos e fazemos tem influência na vida dos outros quer queiramos quer não.
Não acredito que possamos fazer uma pessoa feliz. Acreditem que já tenho tentado e não resulta se a pessoa em questão não estiver também a fazer por isso...
Como perguntava a Julia Roberts no Pretty Woman, "Por que é que as coisas más são tão mais fáceis de acreditar?"
"Com o mal dos outros posso eu bem..." costuma dizer-se... a nossa dor é sempre muito pior do que a do vizinho. Quando estamos bem então, é muito difícil perceber a dor alheia. Isso ás vezes torna as pessoas insensíveis, sobretudo as que nunca estiveram na mesma situação.
As mulheres que nunca sofreram com o período, dificilmente conseguem entender as que sofrem, acham em geral que é "mariquice"... curiosamente os homens tendem a ser mais tolerantes, visto que não seria espectável que conhecessem a sensação, parecem mais dispostos a acreditar que possa de facto ser bera. Mas enfim, isto era só um aparte. ;)
Isto é válido também para o sofrimento emocional.
Estou a dizer isto porque acho que há uma grande falta de tacto ás vezes da parte das pessoas, tão atentas a certas coisas e tão insensíveis relativamente a outras. As pessoas tendem a ser muito pouco equilibradas nesse sentido. Se estão num dia bom são capazes de mover mundos e fundos para ajudar o próximo, mas se estão num dia mau não hesitam em mandar abaixo sem dó nem piedade. E isto pode atingir o outro como uma bala.
Se uma pessoa já está completamente down, palavras irreflectidas podem piorar bastante a situação. Se uma pessoa já se está a sentir-se "uma merda", sem grandes razões para ser feliz, a confirmação disso por terceiros não vai garantidamente ajudar.
Por outro lado vejo pessoas tão aparentemente preocupadas com os outros, tão dispostas a ajudar, a fazer voluntariado, a praticar a caridade com estranhos e tão pouco interessadas em fazer o mesmo com quem está ao lado.
Conheço pessoas activas a ajudar os outros, os sem abrigo, os toxicodependentes, os doentes, os indefesos, que participam em acções organizadas para tal mas que não vejo minimamente estender a mão ás pessoas que lhes são próximas e que poderiam ajudar muito mais eficazmente exactamente por causa dessa proximidade.
Não quero que vejam aqui qualquer desprezo por este tipo de ajuda. Acho louvável que haja quem o faça. Acho também que nem todos os que o fazem são como acabei de descrever, a realidade é que o verifiquei demasiadas vezes... demasiada gente mais facilmente é caridosa com estranhos do que por exemplo com a sua própria família e isso faz-me muita confusão.
Ajudar o próximo não precisa obrigatoriamente de ser uma grande e nobre acção.
Se estivermos atentos ás pequenas coisas que se vão passando ao nosso lado verificamos que o podemos fazer "on a daily basis".
Como se costuma dizer, "grão a grão enche a galinha o papo", se formos todos praticando pequenos gestos uns com os outros estamos garantidamente "a ajudar". Se formos simpáticos para uma pessoa é natural que ela seja simpática de volta, e isso é bom...
O problema é que os resultados não são sempre visíveis... se levarmos uma refeição quente a um sem abrigo teremos garantidamente muito mais reconhecimento pela nossa acção do que se fizermos um sorriso a alguém na rua... dá-nos muito mais a sensação de estar a fazer algo pelos outros.Mas quando recebo um sorriso parece que sinto um quentinho cá dentro, o mais natural é que a próxima pessoa me aparecer à frente seja também agraciada com um sorriso. As coisas boas também se espalham...
Não sei se viram o filme "Pay it forward", se não viram deviam ver... Apresenta uma ideia interessante, a de devolver a outro o que alguém fez por nós.
Eu sou mimada, mimo os outros e crio um ambiente de boa onda.
Acho que estava só a tentar transmitir que o que é mesmo importante é tentar trazer o próximo para cima, não manda-lo para baixo, não aproveita a ninguém. Que "o próximo", pode na realidade estar mesmo próximo. E que é muito mais fácil do que se pensa ajudar a puxa-los... porque no fundo
Pronto, estou babalu assumida... que ça f*** ;) Bom Natal a todos...
LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL

Mas... se a nossa felicidade depende quase só e exclusivamente de nós... a realidade é que "nenhum homem é uma ilha", a nossa atitude faz diferença na vida dos outros.
Quer queiramos quer não vivemos em sociedade, temos de interagir. A maneira como o fazemos vai interferir com o estado de espírito do outro e a sua reacção vai interagir com o nosso, as emoções não são estanques.
Infelizmente as atitudes tipo Calvin
parecem muito mais frequentes do que as do tipo Patch Adams...Porque é que a má onda é tão mais fácil de se propagar?
Há quem afirme que o bicho homem é "bom" por natureza ... eu não subscrevo essa teoria, antes pelo contrário. Basta observar as crianças, a crueldade que conseguem demonstrar.
O que nós dizemos e fazemos tem influência na vida dos outros quer queiramos quer não.
Não acredito que possamos fazer uma pessoa feliz. Acreditem que já tenho tentado e não resulta se a pessoa em questão não estiver também a fazer por isso...
Como perguntava a Julia Roberts no Pretty Woman, "Por que é que as coisas más são tão mais fáceis de acreditar?"
"Com o mal dos outros posso eu bem..." costuma dizer-se... a nossa dor é sempre muito pior do que a do vizinho. Quando estamos bem então, é muito difícil perceber a dor alheia. Isso ás vezes torna as pessoas insensíveis, sobretudo as que nunca estiveram na mesma situação.
As mulheres que nunca sofreram com o período, dificilmente conseguem entender as que sofrem, acham em geral que é "mariquice"... curiosamente os homens tendem a ser mais tolerantes, visto que não seria espectável que conhecessem a sensação, parecem mais dispostos a acreditar que possa de facto ser bera. Mas enfim, isto era só um aparte. ;)
Isto é válido também para o sofrimento emocional.
Estou a dizer isto porque acho que há uma grande falta de tacto ás vezes da parte das pessoas, tão atentas a certas coisas e tão insensíveis relativamente a outras. As pessoas tendem a ser muito pouco equilibradas nesse sentido. Se estão num dia bom são capazes de mover mundos e fundos para ajudar o próximo, mas se estão num dia mau não hesitam em mandar abaixo sem dó nem piedade. E isto pode atingir o outro como uma bala.
Se uma pessoa já está completamente down, palavras irreflectidas podem piorar bastante a situação. Se uma pessoa já se está a sentir-se "uma merda", sem grandes razões para ser feliz, a confirmação disso por terceiros não vai garantidamente ajudar.
Por outro lado vejo pessoas tão aparentemente preocupadas com os outros, tão dispostas a ajudar, a fazer voluntariado, a praticar a caridade com estranhos e tão pouco interessadas em fazer o mesmo com quem está ao lado.
Conheço pessoas activas a ajudar os outros, os sem abrigo, os toxicodependentes, os doentes, os indefesos, que participam em acções organizadas para tal mas que não vejo minimamente estender a mão ás pessoas que lhes são próximas e que poderiam ajudar muito mais eficazmente exactamente por causa dessa proximidade.
Não quero que vejam aqui qualquer desprezo por este tipo de ajuda. Acho louvável que haja quem o faça. Acho também que nem todos os que o fazem são como acabei de descrever, a realidade é que o verifiquei demasiadas vezes... demasiada gente mais facilmente é caridosa com estranhos do que por exemplo com a sua própria família e isso faz-me muita confusão.
Ajudar o próximo não precisa obrigatoriamente de ser uma grande e nobre acção.
Se estivermos atentos ás pequenas coisas que se vão passando ao nosso lado verificamos que o podemos fazer "on a daily basis".
Como se costuma dizer, "grão a grão enche a galinha o papo", se formos todos praticando pequenos gestos uns com os outros estamos garantidamente "a ajudar". Se formos simpáticos para uma pessoa é natural que ela seja simpática de volta, e isso é bom...
O problema é que os resultados não são sempre visíveis... se levarmos uma refeição quente a um sem abrigo teremos garantidamente muito mais reconhecimento pela nossa acção do que se fizermos um sorriso a alguém na rua... dá-nos muito mais a sensação de estar a fazer algo pelos outros.Mas quando recebo um sorriso parece que sinto um quentinho cá dentro, o mais natural é que a próxima pessoa me aparecer à frente seja também agraciada com um sorriso. As coisas boas também se espalham...
Não sei se viram o filme "Pay it forward", se não viram deviam ver... Apresenta uma ideia interessante, a de devolver a outro o que alguém fez por nós.
Eu sou mimada, mimo os outros e crio um ambiente de boa onda.
Acho que estava só a tentar transmitir que o que é mesmo importante é tentar trazer o próximo para cima, não manda-lo para baixo, não aproveita a ninguém. Que "o próximo", pode na realidade estar mesmo próximo. E que é muito mais fácil do que se pensa ajudar a puxa-los... porque no fundo
Pronto, estou babalu assumida... que ça f*** ;) Bom Natal a todos...
LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL










