terça-feira, 1 de abril de 2008

An other world...

Tenho um amigo que acho que é gay...
Pum!!! Tchang!!! Poing!!! Trong... Hiiiiiiiiiiiiiiiii!
Tema polémico para chuchu, não?! Pois...

Posso evidentemente estar enganada...
Mas há muitos anos que venho a conviver de perto com a homossexualidade... conheço-lhe alguns dos sintomas, algumas das características, algumas das dificuldades...
Não só estou convencida do que digo, como acho que a pessoa em questão, se já lhe passou pela cabeça a ideia, foge dela como o diabo da cruz...

Da última vez que sugeri a alguém que poderia ter tendências "para o outro lado", caiu o Carmo e a Trindade. Não estou com vontade de repetir.
Como amiga, não consigo no entanto ficar calada...

Ando com umas dores nas articulações e disseram-me "vai ver isso, pode ser reumático...". Claro que também pode não ser, mas é das tais coisas que convém investigar...
Relativamente ao individuo em questão, eu pessoalmente vejo sintomas nítidos de homossexualidade... Pode não ser... Mas acho que, como amiga, lhe deveria dizer "para ir ver..."

Como é que se faz uma coisa destas?
Não é fácil, nunca sabemos o que as pessoas estão preparadas para ouvir... e nestes casos a tendência é para se porem à defesa e se virarem contra nós...
Escrevo então este post, na esperança de que "a carapuça caiba a alguém" e lhe faça bom proveito, na esperança de poder ajudar quem esteja nesta situação...

Não é fácil ser-se homossexual...
A sociedade em que vivemos ainda é muito pouco tolerante.
Está a mudar, mas as mudanças não são ainda significativas.
Se o meu filho um dia me anunciasse que era gay, ficava triste. Não por qualquer tipo de preconceito mas porque certamente iria ter dificuldades acrescidas numa vida já de si tão complicada.
Os gays são ainda muito apontados do dedo, muito rotulados, o que não facilita a sua integração na sociedade.

Qual de nós nunca fez piadinhas de gays?
Quem nunca lhes chamou paneleiros, lilas, maricões, e outros nomes menos simpáticos?
Quem nunca usou uma destas palavras para insultar alguém?
Uma pessoa que conheci intimamente, num jantar em que um rapaz "menos macho" afirmou que a sua cor preferida era o lilás, segredou-me ao ouvido "eu cá para mim é mas é o lilas..."
Poucos anos depois esta mesma pessoa, que com tanta graça me segredou aquilo ao ouvido (confesso que me fartei de rir...), estava a viver com outro homem.
Assumidamente "lilás"... LOL

A sociedade faz pouco dos homossexuais, como faz pouco dos políticos, dos pretos, das loiras, dos deficientes e de tantos outros grupos. Ao fazermos o mesmo sentimo-nos integrados. Não quer dizer que, na maior parte dos casos, haja qualquer tipo de maldade e qualquer pessoa com um mínimo de bom senso não o fará na presença dos mesmos, pelo menos dos que se importam.
Devo dizer que as anedotas racistas mais engraçadas que ouvi até hoje as ouvi da boca de um preto fantástico, cheio de boa onda e sentido de humor...

Por outro lado, ao gozarmos, achamos que estamos a criticar...
Mas será que estamos mesmo?
Eu sei que eu gozo... conto anedotas, uso as tais palavras "menos simpáticas", não hesito em chamar alguma delas a alguém que se acobarde nas vozes de um jogo de Tarot, por exemplo... ;)
Mas será que critico de facto?! Please...
Não me podia estar mais nas tintas para as preferências sexuais alheias.
A realidade é que acho que, tirando raras e quanto a mim desonrosas excepções, todos nós somos assim, gozamos, gozamos, mas na realidade estamo-nos bem nas tintas.

O problema nestas coisas são os extremismos...
Existem de facto "bichas doidas"... Mas também quem é que gosta de ver uma mulher histérica, por exemplo? Daí a achar que todas as mulheres são umas histéricas...
As pessoas tendem a atribuir certas atitudes ás características de certos grupos, não tendo em conta que se calhar são coisas colaterais.

Por exemplo, os chamados "machistas" têm a mania de que a Sida é "doença de paneleiros"...
Mas não será em parte por se ter propagado mais rapidamente, dado que não tinham de proteger-se de eventuais gravidezes? Não sei, é possível não? Está provado que o preservativo é das maiores protecções que se pode ter contra a doença...
Ou será de facto um castigo divino? LOL

Nem todos os gays são bichas doidas, nem todos gostam de se vestir de mulher, nem todos sonham com uma operação de mudança de sexo... não que qualquer uma destas coisas tenha a meu ver grande importância, mas isto já sou eu a falar, que sou uma mente muito aberta... LOLOLOLOLOL ... mas são extremismos que a sociedade não grama...

Agora o que é que os outros têm a ver com os nossos gostos pessoais? Alguém nos pergunta, a nós heteros, se por acaso gostamos de levar na bilha?
...
...
...

Ok, perguntam... insistentemente, ás vezes... mas eu acho que ela estava a planear uma nova versão do Relatório Kinsey, era um estudo estatístico...
LOLOLOLOLOLOLOLOLOL

Dito isto, não me parece que sejam as praticas sexuais as condenadas, mas mais as atitudes patetas que alguns indivíduos adoptam.

Acho que a homossexualidade não deve ser uma coisa fácil de auto-diagnosticar e muito menos de assumir. Há demasiados tabus em jogo...
Para além disso não deve ser evidente saber "por onde começar", como tirar a coisa a limpo...
Alguns têm a sorte de lhes cair uma aventura homossexual na sopa, os que têm de ir à procura suam mais.

Acho no entanto que todos devemos pelo menos tentar ser felizes...
Se a nossa felicidade passar por ter de eventualmente engolir uns sapos, ultrapassar uns preconceitos, uma que outra dificuldade inicial e uma sociedade na sua grande maioria muito hipócrita ... so be it (digo eu, sei lá...).
E isto tem sem dúvida de se fazer para se conseguir ter uma relação com um individuo de outra raça, religião ou... do mesmo sexo.


Any Other World - Mika


quarta-feira, 26 de março de 2008

Poluição

Acredito, repudiando completamente o "politicamente correcto", que haja "boas" e "más" características nos seres humanos. A recente mania de não "chamar as coisas pelos nomes" irrita-me. Podem chamar-lhe o que quiserem mas para mim uma pessoa ser mentirosa é defeito sim!

Qual a definição de "boa" e de "má"?! Isso agora é evidentemente discutível...
Para mim, são boas características as que contribuem para que as pessoas se sintam bem consigo próprias e com os outros, em paz com o mundo e más as que fazem as pessoas sentir-se infelizes e/ou minam as relações com os outros. Tão simples quanto isto...

Porque é que eu digo que "ser mentiroso" é uma má característica?!
Porque dificulta muito as relações. A mentira não passa desapercebida... Como se costuma dizer, "mais depressa se apanha um mentiroso do que um cocho"... Os mentirosos, cedo ou tarde, são apanhados... E rotulados de mentirosos... A partir daí é muito difícil acreditar-se neles. Estamos sempre de pé atrás, pergunta-mo-nos se devemos confiar no que nos dizem. Ás vezes somos injustos por causa disso, pomos em questão afirmações genuínas. É o preço que todos pagamos... É como na história do pastor e do lobo... (caguei, na versão que me contavam quando era pequenina era o espróprio do pastor que era comido! LOL) No fim toda a gente fica a perder, o pastor é comido pelo lobo e os aldeões ficam com a morte dele na consciência porque não acreditaram daquela rara vez em que era mesmo verdade...

Ora, voltando ao início da conversa, o que é extremamente ingrato é que, aparentemente, as "más características" parecem ser muito mais contagiosas do que as boas...
Como se costuma dizer "os maus hábitos ganham-se depressa".
A realidade é que se observarmos bem os ambientes que nos rodeiam, parece haver muito mais tolerância relativamente aos defeitos alheios do que seria desejável. A política da não interferência, a aceitação do outro "como ele é", faz com que pareçam aceitáveis certos defeitos.
As más características, assim deixadas à rédea solta, espalham-se como a peste.
Reparem como, se um membro de uma família fôr de tendência agressiva, os outros também tendem a sê-lo.




Claro que não é evidente agir. Os outros aceitam mais facilmente ouvir "essa cor não te fica bem", ou mesmo "devias ir ao dentista, ultimamente andas com mau hálito" do que "és um aldrabão" ou "não devias falar tão agressivamente com as pessoas"...


Então o que fazer? A minha solução é: afastem-se de maus ambientes!
Não é possível, por variadíssimas razões sociais, evita-los completamente. Pontualmente teremos sempre de nos confrontar com eles. Mas reduzam ao máximo as hipóteses de "contágio"... Se estiverem muito tempo em contacto com os defeitos alheios, ás tantas vão achar que são normais, vão adopta-los como aceitáveis e sofrer-lhes depois as consequências.
Se se rodearem de gente "boa onda", se tentarem evitar pessoas negativas, agressivas, ácidas, recalcadas, maldizentes, abelhudas, intolerantes, prepotentes... podia aqui ficar mais uns minutos a enumerar "defeitos"... será muito mais fácil trabalhar as boas características.

Notem que digo tudo isto com total conhecimento de causa, numa de "quem te avisa, teu amigo é", visto que já fui possuidora de grande parte das características que acima enumero e de outras tantas igualmente beras... algumas das quais já me consegui livrar e outras nem por isso, e noto nitidamente que me parecem muito menos graves quando estou rodeada de "semelhantes". É como quando numa conversa alguém começa a subir o tom de voz e ás tantas já estão todos a gritar sem sequer se darem conta disso...

Hoje em dia quase que me sinto fisicamente mal em ambientes "má onda", é o equivalente psicológico de estar num ambiente poluído.




Talvez não possamos activamente mudar os outros. Mas se, dentro da medida do possível, evitarmos os que nos fazem mal, os que nos transformam em pessoas piores, estaremos já a contribuir para uma certa paz. E por outro lado talvez eles acabem por perceber...

Ou talvez eu seja uma ingénua do caraças... é outra opção. LOL



Dieu est un fumeur de havanes - Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot

quarta-feira, 12 de março de 2008

Quero ser uma velhotinha baril

O tempo vai passando... cada vez mais depressa... ás tantas damo-nos conta de que provavelmente já temos mais tempo pelas costas do que pela frente...

Se durante a nossa juventude "os velhos" eram seres meio transparentes, aos quais não prestávamos grande atenção, damos agora por nós a observa-los, a tentar perceber no que se transformaram, talvez para tentar ter um vislumbre do que nos espera se lá chegarmos...

As alterações do corpo são o que salta logo à vista, o envelhecimento, a perda de capacidades, tanto físicas como intelectuais.
Mas... e o que acontece à nossa personalidade?

Segundo a minha observação "refina"... LOL
Tanto as "boas" como as "más" características de cada um parecem acentuar-se substancialmente com a idade.
Os calmos tendem a ter cada vez mais calma, os meigos a ficar cada vez mais doces, os refilões cada vez mais rezingões, os críticos mais intolerantes, and so on.
Pensem nas pessoas que conhecem há muitos anos e vejam se não tenho razão...

A realidade é que ninguém parece pensar muito no assunto.
As "boas" características, aquelas que contribuem para a serenidade, a paz de espírito, a felicidade, amadurecem como um bom vinho.
As outras azedam!

Na minha óptica de que as ervas daninhas da vida são para se arrancar, quanto mais cedo melhor.
De que serve pôr creme na cara quando já estamos cheios de rugas, preocupar-mo-nos com a osteoporose quando já temos os ossos rendilhados ou começar a exercitar o cérebro quando aparecem os primeiros sintomas de Alzheimer?

Se achamos que temos domínio sobre a nossa vida, sobre quem somos, como somos... devemos também ter a noção de que o vamos tendo cada vez menos... Se as deixarmos, as "más" características instalam-se por Usucapião.
Da mesma forma que cada vez vamos tendo menos controle sobre o nosso corpo, queremos fazer as coisas mas já não conseguimos, o mesmo se vai com certeza passando com o nosso cérebro.
Deve ser triste chegarmos à velhice e dar-mo-nos conta de que somos intragáveis, de que as pessoas que se dão connosco o fazem por obrigação e não por prazer.

Eu cá quero ser uma velhotinha baril, querida, bem disposta e serena... e vou já começar a trabalhar para o efeito porque, com as ervas daninhas que tenho no meu jardim, ainda acabo é a beber cházinho de urtigas... LOL




When Im Sixty-Four - The Beatles

sexta-feira, 7 de março de 2008

Tenho um feitio de merda

Sou uma gaja porreira, tenho as minhas qualidades, como toda a gente... senão ninguém me aturava... mas a realidade é que tenho de facto um feitio de merda!!!

Sou bruta, agressiva, não meço as palavras... se estou convencida de que estou com a razão, o que acontece montes de vezes (embora, em raríssimos casos, esteja enganada... LOL), sou ácida e desagradável. Quando contrariada reajo violentamente. Basicamente fervo em muito pouca água.

A terrível característica dos Rodos, o exagero, não ajuda nada. Se pode ser considerado cómico o comentário de que havia dez centímetros de pó em cima de um armário, o dizer que qualquer coisa está uma merda completa, que estou completamente f...ida com uma situação, ou que alguém é absolutamente execrável, não ajuda muito nas relações humanas. O mais estúpido é que acabamos por sentir as coisas como as descrevemos.

Neste momento os leitores que me conhecem pior estão a pensar "não é nada... que exagero!"... Ah, ah!!! Estão a ver?! Não, não, acreditem, por detrás da gaija boazinha que conhecem está um verdadeiro monstro...
Estão a ver outra vez?!
Aaaaaaarrrrrrggggg!!!
Não consigo impedir-me de fazer isto...

Agora a sério, se algumas pessoas não conhecem esta minha faceta é porque não ando propriamente para aí ao estalo na rua... também não é preciso exagerar... LOLOLOLOL
Sorry! LOL

Bem... a realidade é que quanto mais próxima está a pessoa menos eu me controlo.
Nesta parte acho que sou "normal"... Todos nos libertamos mais com as pessoas com quem temos mais confiança.
Pois está mali!!!
Se mandarmos o taxista que se atirou para cima de nós na rotunda para a piiiiiii que o papiiiiiiiiiii, não perdemos nada com isso, quanto muito uns pontitos de karma... LOL
Se o fazemos com os que estão próximos minamos as nossas relações.

Ora se sempre estive consciente desta minha característica (sou estúpida, mas não sou burra...) a realidade é que só muito recentemente me dei conta de a que ponto muitas vezes me tem lixado a vida. Desta vez, não só não estou a exagerar, como estou a falar muito a sério.
As pessoas aturam-na porque lá hei de ter uma que outra qualidade que compense, mas a grande verdade é que todos saímos a perder.

Decidi então declarar-lhe guerra!
Não é fácil... um feitio de merda, impregnado há mais de quarenta anos, é difícil de sair...
É como o risco do cabelo... por muito que o tente usar de lado não há nada a fazer, quando dou por isso lá está ele ao meio outra vez, são muitos anos.
A diferença é que eu gosto do meu risco ao meio... no que diz respeito ao feitio há de ficar de lado nem que tenha de lhe pôr cola! LOL

Uso então pequenos truques...
Por exemplo, como dizia o meu pai "a tua mãe é munto chaaata..." (notem que ele a adorava, é portanto mesmo verdade... LOLOLOL). Bem, se calhar não é mais chata do que a mãe do próximo... É no entanto garantidamente mais speedada... é um verdadeiro Speedy Gonzalez diria eu...
Ora eu tenho toques personalizados no telemóvel e o dela sempre foram músicas que tinham a ver com o feitio dela. Primeiro a do Indiana Jones, mais recentemente a da Missão Impossível... A realidade é que, só de ouvir aqueles toques já começava a ficar enervada...
É verdade que ás vezes me liga para me chagar o juizo... mas quantas vezes me ligou porque estava numa loja, a perguntar se eu precisava de alguma coisa, por exemplo, e levou logo com um atendimento de "não tenho pachorra para te aturar", coitadinha...
Agora, o toque dela é o Bright Side of Life, dos Monty Python, quando o oiço fico logo de sorriso no cérebro, atendo-a portanto muito mais simpáticamente.

Quando o meu filho me dá cabo do juizo (sou uma vítima, todos me chateiam... a minha mãe, o meu filho, o meu marido... pobre de mim...LOL), como todos os filhos fazem ás mães, tento sempre imaginar que estou a lidar com um dos meus sobrinhos. Nunca "ataquei violentamente" (LOL) nenhum dos meus sobrinhos, isso ajuda-me portanto a controlar-me.

Quando o desatino é com o paizinho dele, ensaio sempre o meu discurso antes de o mandar cá para fora, para ver como é que soa. Se necessário, troco as palavras arrasadoras por outras mais soft. Penso dez vezes antes de falar e só falo de facto se continuar a achar que o assunto é relevante para a nossa vida.

And so on... para cada situação vou encontrando pequenos truques.
Ainda vou ter de encontrar muitos mais.
Nem sempre resultam, um homem não é de pau, ás vezes lá deixo saír a fera outra vez... mas no geral acho que estou bastante melhor. Ainda é cedo para dizer porque comecei há pouco tempo, mas a ideia é ir atacando uma situação de cada vez, grão a grão enche a galinha o papo.
A realidade é que acredito que a vida seja muito mais fácil se fôr levada com delicadeza, com suavidade, do que com brutalidade e agressividade, mesmo que "as vítimas" não reajam.

Peace and love men!










segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A vida é um jogo

Ai é, é...
Senão vejamos:

É um jogo de Trivial:
Os "saberes inúteis" servem de facto para alguma coisa. E não basta saber muito sobre um tema. Tentem lá ganhar um jogo respondendo só a perguntas de futebol... A cultura geral ainda tem, sem qualquer dúvida, o seu peso na nossa sociedade. E mesmo que não sirva para ganhar o jogo, serve pelo menos para ganhar o respeito e a admiração "do povo".

É um jogo de Scrable:
Os mais desembaraçados com as palavras tendem a safar-se melhor. Quanto maior fôr o domínio da língua mais hipóteses se tem de ganhar. Quanto mais se disser mais se pontua.

É um jogo de Tabu:
Ás vezes não podemos dizer as coisas directamente às pessoas, tentamos lá chegar de outra maneira, como se costuma dizer "por outras palavras"... Vamos dar uma volta ao bilhar grande to get to the point.

É um jogo de What where you thinking:
O objectivo deste jogo é tentar pensar como os outros. Eta! coisa difícil... parece fácil à partida, mas só quando se começam a contar pontos é que nos apercebemos de que as nossas cabecinhas pensam todas de maneira diferente. E no entanto, se quisermos pontuar, temos de conseguir pôr de lado os nossos gostos, as nossas preferências, os nossos conhecimentos e tentar perceber como funciona a cabecinha dos outros, da maioria, pois é isso que vai render.

É um jogo de Tarot:
Umas vezes vamos a jogo confiantemente, fazemos grandes apostas, sem precisar da ajuda de ninguém. Outras atiramo-nos timidamente a contar com o chien, com o parceiro e com a ajudinha dos Deuses.
O que é divertido é que, em ambos os casos, ás vezes há grandes surpresas. A vida nem sempre nos corre como esperávamos. Quantas vezes não se viu malta a fazer duas vazas numa Garde Contre ou a quase fazer Chelem numa petite...
É um jogo de Mah-jong:
Podemos optar por um jogo pindérico ou tentar um jogo especial. Nos pindericos temos maior controle sobre o desenrolar do jogo do que nos especiais que depende sobretudo da sorte. Na maior parte dos jogos especiais, se não conseguirmos fazer Mah-jong nem sequer pontuamos nada. No entanto, correndo bem, pode-se ganhar o jogo só com um destes. Dão muito mais pica, muito mais adrenalina, e são geralmente jogos mais bonitos, mas não são fáceis.

É um jogo de Settlers:
Vamos construindo o nosso mundo, passo a passo, tijolo a tijolo...
De vez em quando os nossos interesses entram em conflito com os do lado e começa a batatada. Vamos amealhando as nossas cartitas e de quando em quando aparece um "ladrão" que nos leva aquilo que tínhamos demorado tanto tempo a conseguir. Entenda-se o ladrão como sendo "as ironias do destino"...
Quanto mais temos, mais produzimos, mais ganhamos, mais rapidamente avançamos na pontuação.
O factor aleatório, como toda a gente sabe, é importantíssimo.
E as estatísticas são uma batata...

É um jogo de Carcassonne:
Vamos recebendo "peças de um puzzle" que tentamos encaixar nas peças em jogo, no jogo comum. Há geralmente vários sítios onde as colocar, em várias posições.
Temos de decidir se vamos investir muito tempo num projecto grande ou tentar fechar vários mais pequenos. Volta não volta há um chuleco que se pendura em nós e ás vezes até consegue abarbatar-se aos pontos que fomos nós que gerámos. Isto também pode obviamente ser feito em assumida colaboração e os pontos divididos irmãmente, claro.
É preciso ter muito cuidado com os peasants... se mobilizamos todas as nossas "tropas" num projecto a muito longo prazo arriscamo-nos a não ter com que progredir no imediatamente.
E claro, como na vida, há porcos... LOLOLOLOLOLOLOL

É um jogo de Ticket to Ride:
Sabemos que queremos ir daqui para ali...
Daí a conseguirmos fazê-lo, teremos de suar um bocado.
Ás vezes não temos as cartas certas. A coisa vai demorando e quando damos por nós já vamos ter de dar a volta por outro lado.
Outras vezes desistimos logo de determinados objectivos, demasiado ambiciosos, demasiado fora da nossa rota.
Umas vezes ganha-se atingindo muitos objectivos, outras bastam poucos mas bons.
Umas vezes biscamos cartas que estamos a ver e outras atiramo-nos ao desconhecido.
Quando estamos satisfeitos com o nosso jogo (ou antes pelo contrário) podemos sempre tentar mais objectivos. Ás vezes até acabamos por descobrir que já estão cumpridos.

É um jogo de Puerto Rico:
É preciso estar concentrado, não nos perdermos em divagações senão nunca conseguiremos ganhar o jogo.
Temos de estar constantemente a ponderar qual vai ser a jogada dos outros para decidir qual vai ser a nossa. Sempre um passo à frente...Volta não volta alguém faz uma jogada inesperada e lá se vão os nossos planos por água abaixo (ou não, ás vezes são os outros que se lixam).
Há várias maneiras de se ganhar, através de estratégias muito diferentes, mas é sempre preciso produzir e gerar dinheiro.

É um jogo de Filthy Rich:
Os dados são especialmente tendenciosos, há pessoas nitidamente bafejadas pela sorte. Outras, com a mesma estratégia vão sempre à falência.
Temos de decidir se apostamos forte e feio, arriscando-nos a perder tudo, ou se fazemos jogo mais pelo seguro, com pequenos negócios que rendem pouco mas também pagam pouco.
Umas vezes temos bons negócios e não os podemos jogar. Outras só nos sai bosta, não há um negócio de jeito que nos venha parar ás mãos. E ás vezes nem negócios conseguimos ter na mão...

Finalmente é um jogo de Pictionnary: Ás vezes é preciso fazer um desenho para conseguir explicar as coisas a certas pessoas... LOL

É muito feio ter mau perder... e pior ainda ter mau ganhar!
E se fizerem batota é bom que se assegurem de que ninguém dá por isso...

LOLOLOLOLOLOLOL

PS: que me desculpem os leitores menos versados em Jogos...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

E viveram felizes para sempre

Recentemente, noutro blog da nossa praça que não nomearei, a autora deu um valente enxerto de porrada no conceito de "casamento"...
Apesar de lá ter ido cagar sentença, como não poderia deixar de ser, gostaria de dar mais uns dedos de conversa sobre o assunto.
Peço então emprestado o tema e cá vamos nós.

A autora do referido post, está nitidamente a passar por uma fase adolescente, é na minha opinião a única explicação para que veja a vida tão a preto e branco.
Tudo/Nada, Adoro/Odeio, Sempre/Nunca... Helloooooooooooooo?!
LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL

Inútil será dizer que discordo absolutamente da maior parte do que diz.
Cada vez mais me convenço de que os seres humanos são ainda mais diferentes uns dos outros do que possa parecer à primeira vista.
Como se costuma dizer há gostos para tudo.

Se tecnicamente a autora não crucifica propriamente aqueles que estão ou gostariam de estar numa relação duradoira, o conceito em si é no entanto impiedosamente espezinhado... LOL
Uma relação a dois, seja ela qual for, é composta por variadíssimas fases, tal como a criatura de um post recente deste blog, vai constantemente evoluindo...
Ora imaginemos que criamos porcos... é perfeitamente legítimo que algumas pessoas não os deixem crescer... afinal de contas os leitões são muito mais saborosos...
Claro que um leitão dá para muito menos tempo do que um porco... e oferece muito menos variedade no que diz respeito a enchidos, costeletas, febras, entrecosto, lombinhos para assar...
Mas é perfeitamente legítimo que alguém afirme que gosta de leitão mas não gosta de porco...


A minha questão aqui é se não gostarão de leitão mais porque não têm pachorra para deixar crescer o porco, porque não estão para se dar ao trabalho de o alimentar, de tratar dele, para ter direito aos chouriços e ao presunto...
Casos há igualmente em que apostam no porco errado, com demasiado empenho, durante demasiado tempo, e mais tarde quando já fizeram a matança, julgam todos os outros porcos pela mesma bitola.
Já chega de porcos... Oinc, oinc...

A realidade é que as paixões não duram para sempre.
Vão-se transformando noutra coisa.
Essa coisa ou é boa, seja em que moldes for, ou não vale a pena.
Ora, como também se costuma dizer, "o amor é cego".
Eu diria antes que quem é de facto cega é a paixão... e quando esta cegueira passa finalmente, não é obrigatório que ao vermos a luz esta nos agrade...
Nem todos foram feitos para se entender.
É perfeitamente possível apaixonarmo-nos por alguém totally wrong for you, "I say tomato, you say tomata"...



A questão então é usar a parte do "coragem para mudar as coisas que posso mudar".
Senão, dêem lá atenção à letra da música do Rui Veloso que está a tocar...
Então o gajo sabia que ela não ia gostar do concerto... estava no direito dela não? Nem toda a gente gosta de favas com chouriço... Mesmo assim, decide vender a porra do anel de rubi... (para já, para já, por que raio tinha o gajo um anel de rubi??? Hum... tem pai que é cego... cá para mim a gaija safou-se de boa, um dia chegava a casa e encontrava-o com o melhor amigo...) bem, lá vende o anelito, obriga a desgraçada a ir assistir ao concerto, e quando ela confirma que não gosta, faz-lhe uma cena, fica de trombas e percebe finalmente que não foram feitos para se entenderem?!
Helloooooooooooooooo?!
Das duas uma, ou vai cada um ao seu concerto (liberdade de escolha...), ou aquele que vai por gosto não exige ao outro (que está a fazer o sacrifício de o acompanhar) que goste (chama-se respeito e consideração pelo próximo) ou há tantas coisas em que discordam que o melhor é ir cada um para o seu lado...
Não temos que ter todos os mesmos gostos, as mesmas maneiras de ser e de de lidar com a vida, as mesmas escolhas... mas convém talvez que estas sejam compatíveis.

Para sempre?! Não sei... talvez sim, talvez não... para começar o que quer dizer "para sempre"? Para sempre enquanto dura, enquanto o balanço é positivo...
Agora que não haja dúvidas que qualquer relação é feita de compromissos, de exigências, de cedências, de sacrifícios... que dão trabalho, que há momentos melhores e momentos piores... como em tudo na vida.

Também se pode comer só leitão...
Se bem que a malta que praí anda a papar leitõezitos de limãozinho na boca, na minha opinião não se importava nada na realidade de um dia destes ter direito a um bom chouricito...


Paixão-Rui Veloso - Rui Veloso-Paixão

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Os Pedros

Este post vale o que vale (que é como quem diz, não vale um charuto), visto que conheço cerca de duas dezenas de Pedros. Não conheço 100, não conheço 1000... Dirão vocês que a amostragem é fraca... Pois pode ser que sim... A realidade é que conheço muito mais Pedros do que Manueis, Josés, Antónios ou qualquer outro nome.

Ao longo dos anos tenho-me dado conta de que os Pedros parecem ter muitas características comuns. Algumas delas são tão marcantes que não pude deixar de reparar nelas ao longo dos anos.

Nunca liguei muito aquelas cenas dos significados dos nomes, apesar de, como a maior parte das futuras mães, ter lido muitas dessas tretas. Foi sobretudo para fazer de conta que me inspirava, julgo eu, visto que na minha cabeça filho meu sempre teve de ser Pedro. O que aliás muito me chateou quando me casei com um Pedro, visto que não gosto de dar o nome dos pais aos filhos...

Enfim, os Pedros sempre fizeram parte da minha vida; tenho um tio e padrinho Pedro, dois primos Pedro, tive um babysitter Pedro, vários colegas, um aluno, um namorado, um marido, vários amigos e agora um filho... LOL

Os Pedros são normalmente bem parecidos, uns mais do que outros como seria de esperar, mas todos com um não sei quê de carismático.

Os que conheço têm todos, sem nenhuma excepção, um excelente sentido de humor.

São não só inteligentes como espertos o que, como toda a gente sabe, não é bem a mesma coisa.

Todos parecem curiosos, ávidos de saber coisas, uns sobre assuntos mais específicos do que outros, mas sempre com uma grande sede de conhecimento. Costumam ter uma sólida cultura geral.

São tendencialmente boas pessoas, se bem que nalguns exemplares isso ás vezes possa não parecer óbvio.

Não conheço da mesma forma todos os Pedros da minha vida, mas nos que conheço melhor a relação com as mães parece tremendamente importante, ao ponto de os marcar vincadamente para o resto da vida. (mais do que seria "normal" seus idiotas... sei muito bem o que estou a dizer... Grunf!) Devo dizer que para uns no bom sentido e para outros nem por isso, na minha opinião. O que me deixa aliás bastante apreensiva por ter dado esse nome ao meu próprio filho... LOL

Mas sobretudo, o que mais me salta à vista, é que parecem ter nascido todos com o cu virado para a lua...
Não estou a dizer que não passem por dificuldades, como toda a gente. Não estou a dizer que não tenham chatices, preocupações, desgostos... os Pedros são pessoas como nós... LOL
Simplesmente a vida parece correr a favor deles... por muito alto que caiam acabam por aterrar sobre as patas, como os gatos.

Têm geralmente "boas" famílias, "loving", "caring", unidas.
As mulheres têm tendência a apreciá-los, a admira-los, a respeita-los.
Muitas vezes quando estão em dificuldades financeiras, impasses profissionais, a solução vem ter com eles, aparece-lhes uma oferta de emprego, um projecto, um sócio, um investidor...

Claro que nada disto é garantia de felicidade, mas ajuda.
Faz-me lembrar aquela anedota que já mencionei noutro post, de Deus que aparece ao tipo com uma doença terminal para lhe dizer que acredite, que o vai salvar. Este recusa o médico especialista pois Deus vai salva-lo. Não aceita tomar os remédios de última geração porque Deus vai salva-lo. Não aceita fazer uma operação topo de gama porque Deus vai salva-lo... E acaba por morrer. Confrontado com "o criador" pergunta-lhe "então Senhor, não tinhas dito que me ias salvar?" Ao que Deus responde "deves estar a gozar comigo!!! Mandei-te o médico, mandei-te o remédio, mandei-te a operação, recusaste tudo, querias oquê, um milagre, não?!" ;)

Acho que os Pedros têm um bocado tendência a ser como o senhor da anedota... ao menino e ao borracho (e aos Pedros) põe-lhes Deus a mão por baixo.
Há no entanto coisas que não nos caem na sopa por obra e graça do Espírito Santo, coisas por que é mesmo preciso lutar, e os Pedros parecem ter uma certa tendência para tomar as coisas for granted e depois se queixarem da vida porca e miserável que levam. Tem tendência a achar que a vida "lhes acontece", que não são responsáveis pelas coisas...

Dito isto, esta minha história dos Pedros era sobretudo para chamar à atenção de que mesmo pessoas maravilhosas como eles, "abençoados por Deus e bonitos por natureza", se não fizerem pela vida ninguém vai fazer por eles. Ser feliz não só é possível como é uma opção de cada um, agora depende do que estamos dispostos a fazer e a mudar por isso.








sábado, 9 de fevereiro de 2008

As time goes by...



Ah, pois... o tempo passa!!!
LOLOLOLOLOLOLOLOLOL

À primeira vista aquilo em que reparamos nestas fotos é que a criatura acima (o respeito pela privacidade leva-me a preferir não expor o nome dela para uso num grupo tão alargado... LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL) vai ficando mais velha... mas se olharmos com mais atenção da-mo-nos conta de que vai também passando por fases muito diferentes...

Se numas fotos está gordinha e com um ar saudável, noutras tem um ar cadavérico e doentio, se numas até está giraça (confessem...) noutras descreve-la-ia como uma verdadeira "cara de cu", e não vou continuar a enumerar diferenças, se vos divertir façam-no vocês...
Agora, se olharem bem para os olhos, para a expressão, para o que nos transmitem as fotos, vão ver que "lá dentro", na alma, as diferenças também parecem ser bastante grandes. Se numas está com um ar feliz e satisfeito, noutras parece estar à beira das lágrimas, and so on...

É mais evidente dar-se pelas alterações exteriores do que pelas interiores.
Não há fotografias para o que se passa na nossa cabeça, no nosso coração...
A realidade é que também nesse campo estamos em permanente mudança.

Pessoalmente devo dizer que sinto que se o meu físico está a envelhecer, a perder elasticidade, a ficar flácido, a ganhar rugas, o cabelo a ficar branco ... o meu espírito vai contrariamente de vento em poupa, sinto-me cada vez mais sábia, satisfeita, realizada, feliz... Quando chegar ao Nirvana morro... ganda galo... LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL
Como já dizia não sei quem, a vida devia ser vivida ao contrário. Nascíamos num asilo de velhinhos, íamos regredindo até voltarmos à barriga da mãe e morríamos num grande orgasmo... LOL

As coisas por que vamos passando na vida vão deixando marcas...
Fisicamente, para além de envelhecermos, podemos ter cicatrizes, tatuagens, tirar sinais, pôr mamas ... tudo coisas que alteram a forma como nos sentimos e como os outros nos vêem...
Psicologicamente isso também acontece mas é menos visível, menos evidente, até para nós próprios...
Para a maior parte de nós não existe registo daquilo que já pensámos e ousaria até dizer daquilo que já sentimos.
A dor e o prazer emocionais são tão efémeros como os físicos. Quando já não estão presentes já não nos conseguimos lembrar bem de como eram.
Até com as ideias acontece o mesmo. Quantos de nós não renegaram já ideias que tinham anteriormente defendido?

Onde estou a querer chegar com este post é a que se calhar, deviamos esforçar-nos por manter um registo psicológico das coisas, como o fazemos com o físico através da fotografia. Guardar um espacinho no cérebro onde poder revisitar aquilo que já fomos. Nós e os outros...
Toda a gente olha para uma determinada foto e diz: "Olha, o não sei quantos com cabelo!!!"
Mas geralmente ninguém comenta: "O não sei quantos está muito menos egoísta!" e a realidade é que ás vezes está mesmo... mas ninguém reparou...
Talvez assim tivéssemos uma melhor noção do que tem sido a nossa evolução e a dos que nos rodeiam. Talvez assim nos felicitássemos mais relativamente ás nossas conquistas, e ás dos outros, aprendessemos melhor com os nossos erros... Era bom para nos lembrarmos de nunca mais voltar a fazer "aquele corte de cabelo".


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Usucapião

A observação dos animais leva-me a crer que os "moods" sejam uma coisa natural.
Há dias em que estão mais cabisbaixos, com um ar mais tristonho, com menos energia, sem razão aparente.
Porquê? Vá-se lá saber... se calhar estão indispostos, doi-lhes alguma coisa, desatinaram com a chuva, sei lá...
Se isto se passa com seres ditos irracionais mais razão ainda tem de acontecer connosco, reles humanos.
A grande diferença, na minha opinião, é que nos animais tal como vem também lhes passa.
Os homens têm uma grande tendência para se deixar afundar nas suas depressões.

No outro dia tive imenso trabalho a tentar explicar ao meu filho que a "zanga de morte" que tinha tido com o primo iria passar e que não havia razão para continuar infeliz no dia seguinte. Os estados de tristeza tendem a agarrar-se a nós que nem lapas...
Sei do que falo porque sempre tive tendência a ser meio depressiva e sempre tive de combater esse sentimento.
A realidade é que os problemas não se resolvem de um dia para o outro. E mesmo quando uns desaparecem há sempre outros à espreita na próxima esquina...

Se nos distrairmos a depressão instala-se por usucapião.
Costuma dizer-se que o tempo cura todos os males, mas se não tivermos cuidado este também joga contra nós. Quanto mais tempo nos deixarmos ficar deprimidos mais nos vai custar sair da depressão.
Tomando o exemplo do tabaco, quanto mais tempo fumarmos mais nos vais custar abandonar o vício. As pessoas que sempre fumaram um cigarrito aqui, um cigarrito ali, não parecem ter qualquer problema em parar quando assim o decidem.
É portanto muito perigoso autorizar-mo-nos a estar na merda.


Quando esse vício se tenta instalar há que po-lo rapidamente no olho da rua, por risco de perdermos a possibilidade de reclamar de volta a nossa felicidade.

É normal estar mais em baixo de vez em quando. Ás vezes estamos cansados. Fisicamente cansados, cansados de remar contra a maré, cansados de enfrentar dificuldades, problemas... o desânimo é humano. Nesse caso devemos respirar fundo, aceitar que estamos momentaneamente na mó de baixo... mas nunca deixar que esse "estar" se transforme num "ser", tão difícil de desalojar...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Com o mal dos outros posso eu bem?!...

Hoje não vou "falar" muito...
(parem de aplaudir sff... ;)

Já deu para notar que anda uma "má onda" no ar... muita gente neura, desmoralizada, deprimida... deve ser dos astros...
Se acham que a vida é dura... se estão convencidos de que a vossa é uma merda... difícil... cansativa... vejam este vídeo...
Depois, imaginem a dificuldade em fazer tudo o que a maior parte de nós faz com uma perna ás costas... (salve seja) as pequenas coisas do dia a dia... já sem falar em em arranjar trabalho, namorada, auto-estima...
Não digo mais nada...



Ainda têm coragem de se lamentarem da vida porca e miserável que levam?
Pois...



Good Vibrations - Beach Boys