O atestado de atrasada mental irrita-me de sobre maneira dado que estou perfeitamente consciente, e ele sabe disso, de que qualquer mudança tem de vir de dentro para fora. Apesar de obviamente receberem influências externas, as pessoas não são propriamente moldáveis como a plasticina e sem que se dê o já tão falado CLIC nada muda.Confesso-me no entanto, sem qualquer dúvida, uma activista no que diz respeito ás relações humanas e à procura da felicidade e do bem estar.
Este blog é a prova viva disso.
Na esmagadora maioria das vezes, eu acabo por dizer aquilo que os outros pensam. Pensam ou dizem… mas em geral não ás pessoas em questão.
Já dizia o Churchill: “Criticism may not be agreeable, but it is necessary. It fulfils the same function as pain in the human body. It calls attention to an unhealthy state of things.”
Hello, my name is Pain… Pain in the arse! lol
Acredito na interacção entre seres humanos, não sendo heremitas e já que temos de conviver, porque não tentar também entre ajudar-nos?
Acredito também na educação… tanto de crianças como de adultos… educação neste caso, no sentido de os levar a compreender que há regras básicas de convívio em sociedade que convém que se cumpram, para que possa haver harmonia, para que não se pisem calos. Afinal de contas muita gente se esquece frequentemente de que “a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros”.
Há, na minha opinião, cada vez mais indivíduos sem qualquer tipo de respeito ou consideração pelo próximo.
Um exemplo flagrante disto são os convites… ou por outra, a falta de resposta aos mesmos.
É mato, hoje em dia, as pessoas só responderem quando têm intenções de aceitar. Se estão noutra nem sequer se dão ao trabalho… e lá ficamos nós indeterminadamente sem saber se vamos ser seis ou vinte para jantar ou quantos quartos vamos ter ocupados no fim de semana.
Tá mali!
E como tá mali, eu digo que tá mali… refilo, ralho, barafusto…
A maior parte das pessoas que conheço encolhe os ombros e desabafa com quem está por perto. Eu mando vir com a pessoa em questão.
Pode ser que para a proxima faça exactamente a mesma coisa… mas não há de ser por não ter percebido que incomoda.
O que acabei de referir é uma atitude de reacção a actos de terceiros, mas eu também abro a boca sem qualquer tipo de “provocação”… lol
Acredito que os próprios nem sempre consigam ter o recuo suficiente para ver as coisas com uma certa clareza. Se encostarmos o nariz ao papel, não conseguimos ler nada.
Por outro lado, o habito faz com que já nem nos dêmos conta de certas coisas. Há muita malta que já não se apercebe de que vive numa casa “olfáticamente decorada a mijo de gato” por exemplo… lol
Eu considero “de amigo”, alerta-las, tentar fazer-lhes ver o que toda a gente “comenta” mas não lhes diz na cara…

Não sou completamente idiota… não faço isto com qualquer um.
Não entro na escola do meu filho e digo “Ó dona Zulmira, com as suas trancas não devia usar mini saia, parece uma vaca… “ ou ao motorista do taxi “Olhe o senhor desculpe, mas se não passa a tomar banho mais frequentemente vai perder a clientela toda, está praqui um bedum que não se aguenta…”
Não… Por muito que possa ser verdade, apesar de tudo o meu dispositivo de auto censura ainda funciona.
Mas se gosto de alguém… If I really care… Sinto-me na obrigação de alertar as pessoas para situações que possam, na minha opinião, ser-lhes prejudiciais… E isto faz com que seja frequentemente o punching bag do povo… :(

Não é fácil ser-se eu… acreditem! lol
A realidade é que as pessoas não gostam de ouvir certas coisas, por muito que eventualmente até acabem por “dar razão”, directa ou indirectamente.
Daí o resto do povo ficar calado e preferir comentar “nas costas”, é sem dúvida muito mais fácil.
Chamam-lhe política de não interferência… eu chamo-lhe cobardia.
Não acho normal refilar-se com todos os nomes com os presentes por alguém estar atrasado e não lhe dizer nada quando chega, por exemplo.
O meu amigo que acho que é gay não se assumiu por eu ter falado sobre o assunto e é bem possível que tenham sido outros factores a levar “certa pessoa” a ter deixado de beber que nem uma esponja...
Não me teria no entanto sentido bem com a minha consciência se não lhes tivesse dado uma palavrinha sobre o assunto.
Em ambos os casos o resultado foi ter perdido um “leitor”… os dois ficaram nítidamente chateados comigo… Não gostaram que tivesse falado “publicamente” no assunto… A realidade é que considerei que eram casos que mereciam ser discutidos, que eram suficientemente importantes para se dissertar sobre eles.
“Mais valia teres escrito directamente o meu nome…” Disse-me um…
Pois… esquecem-se é de que quem os identificou já estava perfeitamente por dentro do assunto e quem não os conhece não tinha hipótese de saber quem eram…
Há quem ache que tem “um problema comigo” porque eu lhe digo umas quantas “verdades”… Tenho pena de não ter apoio… tenho pena que não haja mais malta como eu.
Se uma pessoa nos disser uma coisa que não nos agradada duvidamos. Se forem duas, se calhar já começamos a por em questão. Se forem três, é possível que se dê um clic…
Mas não… em geral acabo sempre por fazer o papel da má da fita.
Levo palmadinhas no ombro e oiço “apoiado” nos bastidores, mas quando chega o momento da verdade é a debandada geral, ninguém fica ao meu lado.
Que se lixe!
Enquanto achar que posso ajudar alguém com as minhas opiniões hei de continuar a distribui-las for free…
Crucifiquem-me!!! ;)










