Nos últimos tempos o tema tem sido uma constante à minha volta e, assombrada pelas histórias de terror de amigos e conhecidos, como qualquer mãe, cruzo os dedos para que tal flagelo nunca me venha bater à porta.
Decidi assim, mais uma vez, escrever um post dirigido aos mais novos, pois se conseguir abrir a pestana a um que seja, já terá valido a pena.
Se não nos dermos ao trabalho de reflectir sobre o assunto, todos tendemos a pensar que o que fazemos a nós próprios é cá connosco e ninguém tem nada a ver com isso.
Não podia ser mais falso!!!
Pensem em alguém de quem realmente gostem, muito, do fundo do coração, uma daquelas pessoas por quem fariam qualquer coisa, sem a qual vos custaria terrivelmente viver… digam o nome dessa pessoa para dentro, fechem os olhos e imaginem-na, pensem nas coisas que apreciam nela, lembrem-se dos bons momentos que passaram juntos…
Agora imaginem que, por alguma razão, desistia de viver, se suicidava.
Como é que acham que isso vos faria sentir?!
Traídos, abandonados, desconsiderados, desprezados… uma coisa é certa, bem não seria com toda a certeza.
Contrariamente ao que julgamos, não somos donos de nós próprios, não podemos, ou não devemos, fazer o que nos dá na real gana, sem consideração pelos outros.
Só pode pôr e dispor da sua vida, sem pensar em mais ninguém, quem não tenha desenvolvido laços afectivos. Quem os tem fica a eles vinculado e tem a obrigação moral de os respeitar.
Só quem nunca tenha visto o terror da perda nos olhos de quem ama pode duvidar disto.
Tal como relativamente a qualquer outro tema, as opiniões divergem no que diz respeito ao consumo de substâncias potencialmente viciantes. A fronteira do aceitável, do que é ou não preocupante, varia de indivíduo para indivíduo.
Uma coisa é no entanto certa, a adolescência é uma fase perigosíssima no sentido em que todos somos muitíssimo influenciáveis e simultaneamente sujeitos a enormes picos emocionais.
Logo, consumir seja o que for, é mesmo estar a brincar com o fogo.
Todos conhecemos os “moedinhas” das zonas de estacionamento e sabemos a razão porque a maioria lá foi parar. Todos sabemos ao que se atribui grande parte da criminalidade. Mesmo quem tenha a sorte de não ter casos próximos de si, já assistiu à horrível degradação de uma que outra celebridade devido às drogas, à morte de tantas delas.
Não acredito que ninguém experimente alguma coisa convicto de que é o que lhe vai acontecer, se for o caso, só tem o que merece.
Não, todos julgam que é só mais uma experiência, que largam quando quiserem. Perguntem a qualquer fumador...
Não tenho conhecimento das estatísticas e não gosto de afirmar o que não sei, suspeito no entanto seriamente que sejam mais os que, de alguma forma, se ficam pelo caminho, do que aqueles que conseguem recuperar uma vida “normal”.
Costuma dizer-se que cada um se deita na cama que faz. Infelizmente, nestes casos, toda a família lá vai parar, não há como escapar.
As drogas não dão só cabo da vossa vida, dão cabo de tudo o que estiver à vossa volta, sem dó nem piedade.
Dão cabo de pais e irmãos, de tios e avós, de qualquer um que tenha o azar de estar próximo e gostar de vocês. O amor deles será a sua perdição.
As drogas dão cabo das contas bancárias, das carreiras, da vida social, dos casamentos, da saúde física e mental… dos outros. Daqueles de quem vocês afirmam gostar. Daqueles que não têm culpa nenhuma da merda em que vocês se meteram…
E o pior é que vocês próprios dariam provavelmente tudo para não o ter feito, para nunca terem entrado nesse mundo…
Então, meus amigos, têm bom remédio, NÃO ENTREM!!!
Se estão à porta, dêm meia volta, JÁ.
Se têm um pé lá dentro, olhem bem, mas mesmo bem, para os olhos de quem vos ama e vão lá buscar força para fugir a sete pés.
Se ficarem, se forem em frente… assumam a enorme maldade que lhes estão a fazer!
O caminho da felicidade não passa nunca pelo alheamento da realidade, drugs don’t work, a vida é uma pega de caras, sejam homens, não ratos…
COM MÚSICA

























