segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Movies

COM MÚSICA


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Há pessoas que não conseguem impedir-se de fazer “filmes”… (e não estou a falar do Spielberg...lol)
Por fazer filmes, entenda-se criar realidades que só existem nas suas cabeças.
Este fenómeno pode atingir vários níveis de fantasia e respectiva gravidade.
Há por exemplo quem tenda a interpretar muito livremente actos ou palavras alheios, chegando assim frequentemente a “conclusões” totalmente infundadas. Há quem exagere/altere de tal forma as informações que lhe chegam que quando as transmite já sai uma história completamente diferente. Há quem simplesmente invente histórias sobre si próprio ou sobre terceiros.
Tenho infelizmente uma vasta experiência em lidar com casos destes. Vários membros da minha família sofrem (ou sofriam, que alguns já cá não andam) deste mal.
“Mal” porque não me parece uma atitude minimamente saudável. Muitas vezes convencem-se inclusivamente de que as coisas são efectivamente como as imaginaram/disseram, isto só pode ser patológico.
Infelizmente, porque não é fácil lidar com gente assim, pelo menos numa base regular. Nunca sabemos que crédito lhes havemos de dar. Estamos constantemente “de pé atrás” com elas e a história do pastor e do lobo acaba invariavelmente por acontecer mais cedo ou mais tarde.
Não faço ideia se há alguma esperança de “cura” para este tipo de pessoas. Os casos que conheço foram assim toda a vida. Nunca nenhum reconheceu o seu “problema”, condição cinequanon para tentar resolver as questões, apesar de o conseguirem identificar em terceiros. Não tenho em todo o caso conhecimentos, em termos de psicologia, para tentar analisar ou dissertar sobre o seu caso.
A questão aqui é que estas pessoas “mexem” com os outros. As histórias que inventam frequentemente envolvem terceiros, chegando por vezes ao nível da calúnia. É possível que, se delas tomarem conhecimento, estes se sintam agredidos, irados, revoltados.
E a realidade, minha gente, é que a maior parte das vezes as coisas acabam por nos chegar efectivamente aos ouvidos. Como se costuma dizer, mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. ;)
Mas há alguma coisa que possamos fazer para as impedir?
Esqueçam, não há controle ou prevenção possível. Elas caem de onde menos se espera apanhando-nos completamente de surpresa.
Se soubemos delas, não foi geralmente pelos próprios, não faria grande sentido. O que nos leva ao “ai Jesus o que vão pensar de mim”… lol
Pois irão pensar o que muito bem entenderem, não há grande volta a dar. Se for alguém que nos conheça bem poderá tentar averiguar directamente a questão. Se for alguém que nos conheça mal, ou não conheça de todo, irá tirar as suas próprias conclusões com base no que lhe foi transmitido. E quanto a isso, batatas.
É grave? Ás vezes é mais, ás vezes é menos… mas contra factos não há argumentos, há que aprender a viver com esse “risco”.
Pensem nos famosos, na quantidade de aldrabices que se dizem/escrevem constantemente a seu respeito. Havia de ser bonito se isso os impedisse de dormir…
Para vos dar um exemplo concreto, anos volvidos sobre o assunto, descobri que, aquando de uma das minhas separações (sim, tive muiiitas…lol), eu tinha “limpo” a casa ao respectivo em questão. É verdade… coitado, meteu chave à porta e só encontrou as paredes, deve ter sido um choque daqueles.
Confesso que já nem me lembro de onde me chegou a informação, mas lembro-me que foi de uma fonte totalmente inesperada, alguém que eu nem sequer conhecia na altura, tipo “ah, então foste tu que…”
Conclusão, neste momento há de haver, não faço ideia de quantas pessoas, convencidas do que acabei de contar. Eu própria já tinha ouvido esta história várias vezes, mas nunca atribuída à minha pessoa… lol
E acham que me ia chatear com o assunto?
Os que me conhecem sabem bem do que sou e não sou capaz. Os que não me conhecem se calhar, depois disto, ficam sem grande vontade de conhecer, paciência. ;)
Por outro lado, se fosse caso disso, se alguma coisa importante estivesse em jogo, sempre se poderia tentar elucidar a questão. Não me parece no entanto caso para ajuste de contas ou desmentidos no jornal. lol
Há de haver muita tanga a circular a respeito de cada um de nós. Sabemos de algumas, outras passam-nos completamente ao lado. Umas vezes conseguimos elucidar as pessoas, outras passamos pelo que não fomos. O que é realmente importante é que nos mantenhamos fieis a nós próprios e não demos importância ao que possam pensar de nós. Assim como assim, até sem estas histórias há de sempre haver quem pense “mal”. ;)

11 comentários:

  1. Ainda lá deixaste as paredes ao gajo? Havia de ser comigo que quando metesse a chave à porta só havia vigas e pilares.

    ;-)

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  2. You know me, sou uma mãos largas... lol

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  3. No entanto, lembra-te que só se considera "fazer filmes" se os filmes forem errados... :-)

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  4. O problema é quando a coisa cai na calunia ou na "tortura" pela imposição de justificações ao outro, dos filmes que se andaram a fazer.

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  5. Nuno, não, a sériooo?!

    Ó loira, traduz lá isso por miúdos que desta vez não percebi nada do teu comentário... lol

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  6. :)))))

    Traduzindo: Quando os outros fazem filmes sobre terceiros ou sobre nós, abrem a boquinha e vai de contar histórias que nos caluniam.

    Outro caso, quando constroem filmes e ainda nos exigem justificações a modos de alimentar as alucinações, por exemplo, nos casos de ciúmes, em que normalmente visualizam o objecto das suas ânsias, com terceiros e ainda nos obrigam a justificar cenários que nem sequer são reais.

    Fui clarinha?

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  7. Ah, agora sim... desculpa, devo estar a ficar loira, deve ser contagioso... lolololololol

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  8. isto deve ser um filme underground , aconselhado para maiores de... quantos anos ?

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  9. Se é da minha pessoa que falas, não se pega, porque eu sou uma loira espertíssima! Portantos, não é daqui ;))

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  10. Sim, pois... loiras espertíssimas, rato Mickey, Pai Natal... hehe

    Estás a falar de que filme, Pedro? lol

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  11. O pior neste fenómeno é quando os "infectados" se convencem MESMO de que é realidade o filme que realizaram... Como eu te compreendo!
    Agora, sinceramente, nem o penico deixares ao gajo, acho que foi chato! Não havia nexexidade...
    A

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